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Olá, O meu nome é Mafalda, tenho 26 anos e sou de Lisboa. Escrevo-vos sobre a minha experiencia de fé enquanto jovem trabalhadora, que também estuda e desempenha tarefas de animação numa paróquia.

Com tanta coisa para fazer às vezes esqueço-me de rezar, de tirar um bocadinho do meu dia para estar com Deus. Tentei sozinha criar hábitos de oração, tentar ler algumas coisas que me ajudassem até mesmo a profundar a fé, mas não foi nada fácil! Em conversa com alguns amigos, alguns deles sacerdotes e irmãs, percebi que existia a direção espiritual, um acompanhamento mais próximo e direcionado para “as questões da fé”.

Falei com um sacerdote do meu centro para perceber melhor o que era isto da direção espiritual e perguntei se me poderia acompanhar. A resposta foi de imediato positiva e começámos os encontros há cerca de 5 meses. Ao início foi um pouco estranho falar sobre a minha vida, a minha rotina de oração, as minhas dúvidas, mas depressa percebi que era por isso mesmo que ali estava. A minha relação com Deus estava fraca e precisava de ajuda para a fortalecer. Depois de uma conversa inicial percebemos que o 1º trabalho seria em vista da oração mais presente e frequente no meu quotidiano e para tal fiz-me acompanhar de algumas passagens da Bíblia e estabeleci algumas regras de oração. É verdade! Algumas regras, porque o ser humano por vezes precisa de criar rotinas para que as coisas essenciais se concretizem e foi por aí que tudo começou.

Já devem ter dado conta que falo no plural… é que na direção espiritual não há imposições nem ordens superiores, há um acompanhamento “tu a tu” que visa o fortalecimento da relação com Deus e por isso vemos em conjunto, eu e o meu diretor espiritual, qual a melhor forma de eu o conseguir.

Este é um caminho longo porque, além da fé ser posta à prova muitas vezes, o tempo em que vivemos é cheio de distrações e coisas que à primeira vista são muito mais interessantes, mas com a Graça de Deus conseguirei tornar a minha relação com Ele cada vez mais forte. E tu, já pensaste num acompanhamento mais sério e pessoal?

Mafalda Batalheiro


Fé, esperança e caridade!

O que salta à vista no testemunho da Mafalda é que ela sente falta de Deus, apesar dos seus muitos afazeres e ‘distrações e coisas boas interessantes’ ou talvez precisamente por causa deles.
Este sentimento, certamente inspirado pelo Espírito de Deus, e do qual a Mafalda se apercebe – sim, porque não basta sentir, é preciso reconhecer – é o princípio da sede de Deus.
A Mafalda tem sede de Deus. Coisa mais natural: uma vez que ela é filha d’Ele, sente falta d’Ele.
Sentindo falta, qual samaritana, ela procura ir à Fonte da Água Viva.
Para ir à fonte, ela opta por não confiar apenas nas suas próprias forças. Decide pedir ajuda. Que gesto humilde e salvífico! E neste gesto vejo, novamente, o Espírito a trabalhar nela e a Mafalda a deixar-se trabalhar.
Finalmente, dou graças a Deus pelo investimento e disponibilidade da Mafalda em se deixar acompanhar pelo diretor espiritual, o entendido nas coisas do Espírito, para reconhecer melhor por onde é que o Espírito a quer levar e que não é senão até à Fonte da Água Viva, seu Pai.
Continua, Mafalda. Se te deixares conduzir pelo Espírito, garanto-te que serás surpreendida, sempre pela positiva. Boa viagem!

Pe. David Teixeira

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