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Salesianos em Portugal

Província é o termo que usamos para nos referirmos a uma divisão geográfica ou agrupamento de obras da Congregação Salesiana. Em Portugal existe uma Província, com sede em Lisboa, que é composta pelas presenças de Portugal continental, Madeira e Cabo Verde. 

Província Portuguesa da Sociedade Salesiana

O nome oficial é Província Portuguesa da Sociedade Salesiana de Santo António de Lisboa. É composta por 10 presenças e a Sede Provincial.

Os Salesianos têm seis escolas no continente, uma na ilha da Madeira e uma em Cabo-Verde, na ilha de S. Vicente, frequentadas por cerca de 10.000 alunos. Cerca de 9000 crianças, jovens e adultos frequentam outras atividades, educativas e pastorais, que funcionam em quase todas as presenças. Centenas de crianças e jovens, e suas famílias, usufruem ainda do apoio dos Serviços Sociais Salesianos.

Provincial e Conselho

À frente do governo da Província está o Provincial que exerce o seu serviço de animação em união com o Reitor-Mor, com caridade e sentido pastoral. Na animação e governo é ajudado pelo Conselho Provincial, pelo Vigário e pelos Delegados.

Ocupam os cargos de governo da Província Portuguesa da Sociedade Salesiana:

  • Pe. José Aníbal Milhais Pinto MendonçaProvincial
  • Pe. João ChavesVigário provincial
  • Pe. João Cândido RamosEcónomo
  • Pe. Álvaro LagoConselheiro
  • Pe. Juan FreitasConselheiro
  • Pe. Rui Alberto AlmeidaConselheiro
  • José Armando GomesSecretário Provincial

Delegados Provinciais

  • Pe. João ChavesDelegado para a Formação
  • Pe. Álvaro LagoDelegado para a Pastoral Juvenil
  • Pe. Joaquim TaveiraDelegado para a Família Salesiana
  • Pe. Rui Alberto AlmeidaDelegado para a Comunicação Social
  • Pe. Joaquim TaveiraDelegado para as Voluntárias de Dom Bosco

Antecessores

  • P. Filipe Rinaldi1894-1900
  • P. Pedro Cogliolo (provincial delegado)1900-1902
  • P. Pedro Cogliolo (provincial delegado) 1902-1908
  • P. Luís Sutera1908-1910

Visitadores Regulares

  • Pe. Luís Sutera 1923-1927
  • Pe. Agostinho Colussi 1928-1929
  • Pe. Estêvão Giorgi 1929-1931
  • Pe. Pedro Rota 1931 (Março-Agosto)
  • Pe. Domingos Cerrato 1933-1934
  • Pe. Hermenegildo Carra1935-1938

Provinciais

  • Pe. Hermenegildo Carra1938-1949
  • Pe. Agenor Pontes1949-1956
  • Pe. Armando Monteiro 1956-1964
  • Pe. Benedito Nunes 1964-1969
  • Pe. Manuel Júlio Pinho 1969-1975
  • Pe. José Maria Ferreira Maio 1975-1981
  • Pe. José Pacheco da Silva 1981-1987
  • Pe. David Bernardo 1987-1993
  • Pe. Simão Cruz 1993-1999
  • Pe. Joaquim Mendes 1999-2005
  • Pe. João de Brito 2005-2011
  • Pe. Artur Pereira2011-2017

História da Província

Primórdios (1894-1910)

Os salesianos entraram em Portugal em 1894, num dos períodos mais críticos da nossa história. A sociedade portuguesa de fins do século XIX era aos olhos de muitos analistas uma sociedade profundamente abalada aos diversos níveis: religioso, social, cultural, económico e político.

A primeira obra que dirigiram foi o Colégio dos Órfãos de S. Caetano em Braga (1894), seguindo-se as Oficinas de S. José em Lisboa (1896); a Casa de formação de Pinheiro de Cima (Colégio Coração de Jesus) (1897); o Orfanato João Baptista Machado, de Angra do Heroísmo (1903); a Oficina de S. José, de Viana do Castelo (1904); o Orfanato Imaculada Conceição, de Macau (1906); a Escola de Artes e Ofícios, da ilha de Moçambique (1907); dois orfanatos na Índia (Tanjor: 1906 e Meliapor: 1909) e a Oficina de S. José, do Porto (1909).

Interrupção

O desenvolvimento da obra salesiana em Portugal foi bruscamente sufocado pelo golpe revolucionário de 1910, tal como aconteceu a outros institutos religiosos atingidos pelo Decreto-lei de 8 de Outubro.

Seguiu-se um período conturbado em que se assistiu à expulsão dos salesianos estrangeiros, assaltos às casas e intimidações de vária ordem. A situação só veio a regularizar-se a partir de 1920, ano em que reabriram as Oficinas de S. José de Lisboa. O Colégio de S. Caetano de Braga, o Orfanato João Baptista Machado de Angra, a Oficina de S. José de Viana e a Escola de Artes e Ofícios da Ilha de Moçambique não voltaram para as mãos dos salesianos.

Restauração (De 1920 a 1940)

Neste período da restauração e reinstalação da obra salesiana em Portugal, reabriram as Oficinas de S. José de Lisboa (1920) e a Oficina de S. José do Porto (1922). Esta última manteve-se sob a orientação salesiana até 1951. A seguir à reabertura das casas de Lisboa e do Porto, os salesianos fundaram ou assumiram a direção de outras obras com características idênticas às dos inícios.
Assim, em 1924, os salesianos entram no Seminário do Sagrado Coração de Jesus em Poiares da Régua; em 1926, fundam o Oratório de S. José de Évora; em 1927, a pedido de D. José da Costa Nunes, Bispo de Macau, vão para Díli (Timor Leste) para orientar uma Escola de Artes e Ofícios; em 1932 abrem o Asilo de Santo António do Estoril, e em 1938 o Instituto Salesiano de Mogofores e assumem a direção da Escola Agrícola de Semide (Miranda do Corvo).

De 1940 aos nossos dias

Desde os primórdios até meados do séc. XX os salesianos de Portugal canalizaram quase todas as suas energias para as escolas de artes e ofícios, além da atenção dada aos centros juvenis. Tiveram sempre a preocupação de que o ensino teórico das artes e ofícios fosse acompanhado de forma equilibrada com a correspondente prática oficinal.

A partir da década de 1960 o ensino técnico tradicional começa a sentir uma acentuada queda nos países mais industrializados. Daí até ao seu desaparecimento não passaram muitos anos. Algumas escolas salesianas sofreram então uma mudança profunda: os espaços das antigas oficinas e internatos foram transformados em salas de aula, aumentou significativamente o número de alunos, verificou-se a participação de grande número de leigos na ação educativa.

A vertente profissionalizante continuou, apesar de tudo, no centro educativo de Vila do Conde (de onde os salesianos saíram em 2005), nos Salesianos do Porto (antigo Colégio dos Órfãos do Porto), em S. Vicente (Cabo Verde), em Moçambique (dependente da Província Portuguesa até 2006, hoje Visitadoria de Maria Auxiliadora de Moçambique), e no Colégio Salesiano de Poiares da Régua (até ao seu encerramento em 2018).

Hoje os salesianos em Portugal repartem a sua atividade por escolas, paróquias, um lar para crianças e jovens, centros juvenis, Comunicação Social e Missões.