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Mensagem do Provincial: O Primeiro Anúncio

Editorial do Provincial Pe. José Aníbal Mendonça. Boletim Informativo, Fevereiro 2018, newsletter n.º 11.

De 5 a 9 de março, em Fátima, realiza-se o Seminário sobre o Primeiro Anúncio, organizado pelo Dicastério para as Missões, e que reúne membros da FS de toda a Europa. A presença do Pe. Guillermo Basañes, Conselheiro Geral, vai dar-nos a oportunidade de refletirmos, também como Província, sobre a nossa animação missionária.

De 2015 a 2020, o tema de fundo da Semana Missionária Salesiana tem sido o “Primeiro Anúncio” em diversos contextos culturais. Este ano foi dedicada ao primeiro anúncio na Ásia e, em particular, através do serviço educativo integral da Formação Profissional.

Este conceito refere-se ao testemunho de cada cristão e de cada comunidade cristã; ao conjunto de atividades que favorecem uma experiência envolvente e agradável de Jesus que, sob a ação do Espírito Santo, suscita a procura de Deus e leva à adesão inicial a Ele, ou à revitalização da fé n’Ele.

Isso tudo é promovido com uma pedagogia gradual, atenta ao contexto histórico-social e cultural do interlocutor. Leva a viver a própria vocação como cristão em “permanente estado de missão”, de modo tal que se torne um centro de irradiação de vida cristã.

O tema da campanha missionária deste ano “Sussurrando o Evangelho”, apresenta um carater chinês para explicar de forma muito interessante o conteúdo da palavra “Escutar”:

O caractere chinês de “escutar” é composto por cinco partes:

  • (ouvidos) principal porta da escuta;
  • (tu) empenho pessoal para escutar o outro;
  • (olhos) contacto visual com o interlocutor de diálogo e observação atenta da comunicação não verbal;
  • (um) dar atenção a esta atividade “um ao outro”;
  • (coração) a porta mais importante para a escuta eficaz: “O Coração fala ao Coração”.
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A escuta atenta permite-nos distinguir a encarnação e a manifestação da presença e da ação de Deus e do seu Espírito nas culturas e nas religiões do grande continente (Ásia), como também nos seus pobres.

A nossa capacidade de escutar atentamente há de tornar-nos intuitivamente sensíveis ao momento imprevisto, quando a nossa vida, atividade, presença ou testemunho de crentes e de Igreja possa desencadear o interesse de conhecer a Pessoa de Jesus Cristo e ter fé n’Ele.
São Francisco de Sales repetia a bela frase “Cor ad cor loquitur”: “O coração fala ao coração”. Queremos, por um lado, que o coração do Evangelho fale ao coração da cultura asiática, a cada cultura e a cada pessoa. E também dê, a cada um de nós, missionários, a capacidade da empatia, de ter a respeitosa confiança e intimidade de nos sintonizarmos com os corações dos nossos destinatários para poder comunicar Aquele que mais amamos: Jesus Cristo.

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