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Ângelo Freire: A guitarra portuguesa tem vida para além do fado

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Miguel Judas, Diário de Notícias (texto) Gerardo Santos, Global Imagens (fotografia) | mar 20, 2017
Habitual companheiro de nomes como Ana Moura, Carlos do Carmo ou Mariza, o guitarrista Ângelo Freire apresentou concerto a solo no palco do CCB, em Lisboa no dia 15 de fevereiro de 2017. Ângelo Freire é antigo aluno do Musicentro dos Salesianos de Lisboa.

«Apesar de sem guitarra portuguesa não poder existir fado, o guitarrista que a dedilha fica sempre em segundo plano, subalternizado à emoção da voz. É assim a cultura do fado e Ângelo Freire sabe-o bem, pois desde que se conhece que faz parte dela. Mas isso não o impede de perseguir o sonho de levar a guitarra portuguesa para além do fado, torná-la um instrumento de pleno direito, com vida própria. […]

Aos 27 anos, há já quem o apelide de prodígio, afinal nem todos se podem gabar de, ainda adolescentes, ter corrido o mundo a acompanhar alguns dos maiores nomes do fado. É mesmo caso para dizer que, apesar da juventude, toda a vida de Ângelo Freire tem sido dedicada ao fado. […]

Bem presente na memória está também o momento em que pela primeira vez cantou em público. “Foi depois da minha primeira comunhão. Fomos almoçar a um restaurante na Graça e alguém me pediu para cantar um fado. Subi para cima do beiral da janela e cantei a Lenda da Fonte a capella.” […]

Em 2000, com apenas 12 anos, vence a Grande Noite do Fado, na categoria de Juvenis, e o concurso internacional de talentos Bravo Bravíssimo. […]

Aos 14 anos, com a mudança da voz, Ângelo apostou de vez na guitarra e foi tirar um curso de guitarra clássica. […]

É este percurso que […] quer celebrar no palco do Grande Auditório do CCB, onde, ao contrário do habitual, será o guitarrista a estrela maior do espetáculo».

Na sessão solene da celebração do Centenário das Oficinas de São José, de Lisboa, foi Ângelo Freire quem abriu e encerrou com a sua guitarra as comemorações centenárias.