Ucrânia: Enquanto a guerra continuar, a operação salesiana de ajuda também continua

Já se passaram 70 dias desde o início da guerra na Ucrânia e a violência parece não dar sinais de que vai parar. Enquanto a guerra continuar, a operação salesiana de ajuda também continua.

As Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) presentes em Lviv, no oeste do país – uma das regiões menos expostas ao perigo e, portanto, destino de muitos deslocados internos – testemunham como a guerra também se manifesta plenamente ali, com toda a sua carga de destruição e de medo.

“Esteve tudo tranquilo por alguns dias, mas [no dia 4 de maio] também Lviv foi atingida por mísseis e bombas. Graças a Deus estamos vivos e bem, e há energia elétrica. Mas vimos o fumo das casas atingidas na cidade”, escreveram as FMA ao Responsável pela Coordenação Salesiana de Atendimento às Emergências na Ucrânia.

Apesar da tristeza da situação, as religiosas não deixam de infundir esperança e coragem, e acompanham a sua comunicação com bênçãos e agradecimentos pela vasta operação salesiana de ajuda aos necessitados e de apoio espiritual e moral através da oração.

Os salesianos, através de tantos voluntários leigos e membros da Família Salesiana, continuam perto da população ucraniana de várias maneiras, inclusive dos cerca de 5 milhões de refugiados que foram para os países vizinhos.

Da Moldávia, por exemplo, vem o testemunho do Pe. Andrea Ballan, diretor da única presença salesiana no país, na capital Chișinău: “Estamos em contacto com a Cáritas Moldova e colaboramos com eles”. Como resultado desta sinergia, por exemplo, a Cáritas doou algumas camas para a casa salesiana que atua no acolhimento de refugiados e se comprometeu a arcar com parte das despesas da casa paroquial de Cretoaia, onde os Filhos de Dom Bosco continuam a acolher refugiados.

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“No momento, na Moldávia, parece que a maior parte dos refugiados se encontra abrigada por famílias ou em apartamentos alugados – diz ainda o Pe. Ballan. É cada vez menor o número de pessoas que permanece nos campos de refugiados. Por isso muitas ONGs estão focadas na distribuição de pacotes com alimentos e produtos de higiene pessoal, entre outros bens. A Cáritas também é parceira do programa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que distribui dinheiro diretamente aos refugiados e seus anfitriões”.

Atualmente, todas as ONGs que atuam no país dedicam a maior parte dos esforços a responder à crise atual. “Nós também estamos muito ocupados e, no momento, não precisamos de outras doações externas, uma vez que o que já recebemos e os projetos que temos em andamento são suficientes”, conclui o salesiano.

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