É Psicóloga nos Salesianos de Évora. A experiência de voluntariado, ainda quando era estudante, continua a influenciar o seu trabalho.
Esteve por duas vezes em Cabo Verde, como missionária leiga. Em que ilhas e em que anos?
Sim, tive a enorme graça de estar, por duas vezes, em missão na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 2016, na Missão Amorevolezza, e em 2018, na Missão Acreditar. Foram duas experiências profundamente marcantes, tanto a nível humano como pessoal, que continuam a influenciar a forma como hoje olho para as pessoas, para a comunidade e para o meu próprio trabalho.
Foi integrada num grupo salesiano? De onde lhe veio esta aproximação aos salesianos?
Sim. O meu primeiro contacto com os Salesianos aconteceu em 2016. Desde muito nova estive envolvida em projetos de voluntariado na comunidade, mas tinha o sonho de participar numa missão internacional. Em 2015, duas amigas participaram no “Programa Dom Bosco – Projeto Vida” em Cabo Verde. Foi aí que conheci esta casa e decidi avançar.
Estamos a celebrar os 150 anos da Primeira Expedição Missionária Salesiana. Que sentimentos lhe suscita fazer parte desta cadeia ininterrupta de missionários?
É uma alegria muito grande, mas também um profundo sentido de responsabilidade. Sinto que estas experiências precisam de ser partilhadas para continuar a inspirar outros jovens a servir. Para além de ter concretizado um sonho de infância, encontrei uma verdadeira família. Anos mais tarde, viria a trabalhar nos Salesianos de Évora, como psicóloga. Nada é por acaso.
Que tarefas específicas lhe foram atribuídas? A sua formação académica facilitou o desempenho?
Planeei e dinamizei atividades lúdicas e educativas para crianças e jovens da comunidade de São Pedro e Calhau. Estávamos a contar com cerca de 30 crianças, mas rapidamente passámos para mais de 80. Na altura frequentava a licenciatura em Psicologia e os conhecimentos adquiridos ajudaram-me, mas, mais do que isso, esta missão deu-me ferramentas essenciais para o meu trabalho atual. Na forma como comunico com as crianças/jovens, na leitura mais atenta das suas necessidades, na adaptação a diferentes contextos e na capacidade de trabalhar em equipa, liderar pequenos grupos e gerir imprevistos.
Acha que os jovens continuam motivados para estas atividades mais de caráter religioso?
Sim. Sou uma pessoa que acredita muito nos jovens. Tenho a sorte de acompanhar de perto estas faixas etárias e noto muita vontade de participar, de assumir responsabilidades e de fazer a diferença dentro da Igreja. Quando sentem que são valorizados e envolvidos a sério, a motivação surge de forma muito natural.
Que conselho daria a um jovem para seguir o seu exemplo?
Aventurem-se! Arrisquem sair da vossa zona de conforto, mesmo quando existe medo: os frutos são maravilhosos! Agarrem todas as experiências que vos coloquem ao serviço do outro e façam a diferença na vossa comunidade!
Publicado no Boletim Salesiano n.º 614 de março/abril de 2026
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