Salesiano Paulo Chaves: primeiro coadjutor salesiano nomeado Diretor dos Salesianos do Funchal

“Senti um profundo sentido de responsabilidade perante a confiança que me foi depositada”

A nomeação do novo diretor da comunidade salesiana do Funchal marca um momento inédito na história da Província Portuguesa Salesiana. Paulo Chaves Mendes, o primeiro salesiano coadjutor a assumir este serviço em Portugal, acolhe a missão “com surpresa e humildade”, vendo nela um sinal da renovação da Congregação e uma oportunidade para reforçar a dimensão social e vocacional da presença salesiana na Madeira.

Como recebeu a notícia da sua nomeação como diretor da comunidade salesiana do Funchal?

Recebi a notícia da nomeação com surpresa e humildade. Nunca procurei cargos ou protagonismo; sinto-me mais confortável a trabalhar na retaguarda, ao serviço da missão e das pessoas. Ao mesmo tempo, senti um profundo sentido de responsabilidade perante a confiança que me foi depositada.

O que sentiu ao saber que seria o primeiro salesiano coadjutor a assumir este serviço na Província Portuguesa?

Ser o primeiro salesiano coadjutor a assumir este cargo em Portugal é uma honra, mas também um desafio que acolho com espírito de serviço, consciente de que a liderança se constrói em equipa, na escuta e na dedicação à comunidade educativa.

Que significado atribui a esta nomeação para a vocação do salesiano coadjutor?

Quem me dera que pudesse ser um despertar ou pelo menos um questionar de alguns jovens para seguir a vocação salesiana. Não pela minha pessoa, mas pela novidade da situação.

Em que medida esta decisão reflete o caminho que a Congregação Salesiana tem vindo a fazer nos últimos anos?

Esta decisão confirma que a Congregação Salesiana está viva e em constante renovação. É uma Congregação que sabe ler os sinais dos tempos e responder aos desafios atuais, mantendo-se fiel à sua missão e ao espírito de Dom Bosco.

O Capítulo Geral 29 sublinhou a complementaridade entre salesianos presbíteros e coadjutores. Como lê este desafio à luz da sua nomeação?

 Vejo-a como uma concretização do que foi decidido no Capítulo Geral 29, ou seja, o que foi decidido não fica só nos documentos, mas é posto em prática.

Ao longo do seu percurso salesiano, passou por diferentes serviços e responsabilidades. Que experiências sente que mais o prepararam para esta missão?

Procurei sempre acolher com disponibilidade e espírito de serviço os diversos desafios que me foram sendo confiados, mesmo consciente das minhas limitações. A variedade de responsabilidades e contextos permitiu-me conhecer a riqueza e a diversidade da missão salesiana. Procuro viver esta nova missão com confiança e sentido de responsabilidade.

Como entende o papel do diretor na animação de uma comunidade salesiana hoje?

Na nossa tradição, sempre vi o diretor como o pai, ou seja, aquele que se preocupa com os irmãos, que procura envolver, motivar e criar unidade numa missão que é única, porque confiada à Comunidade.

Que desafios identifica atualmente para a presença salesiana no Funchal?

A nossa presença no Funchal é muito significativa e desafiante. Contamos com pessoas fantásticas, capazes, identificadas com o carisma salesiano. Por isso, o principal desafio é dar continuidade e fortalecer o caminho que está a ser percorrido.

No entanto, há duas dimensões que gostava de desenvolver mais: a dimensão social e a vocacional.

Muitos jovens e educadores talvez não conheçam bem a vocação do salesiano coadjutor. O que gostaria de lhes dizer sobre esta forma de viver o carisma de Dom Bosco?

O carisma de Dom Bosco é magnífico e continua profundamente atual. Ajudar os jovens a crescerem como pessoas, competentes e solidárias é uma das missões mais belas que alguém pode abraçar.

O salesiano coadjutor vive plenamente esta missão como salesiano consagrado, através de uma presença muito próxima dos jovens e das suas realidades concretas. É, por assim dizer, um salesiano “em mangas de camisa”: simples, acessível, trabalhador e disponível.

Que sonhos e esperanças leva consigo para esta nova etapa da sua missão?

O sonho de animar uma grande equipa que faz milagres todos os dias, estando de coração com as nossas crianças e jovens, educando à maneira de Dom Bosco.

Se Dom Bosco visitasse hoje a presença salesiana do Funchal, o que gostaria que ele encontrasse?

Gostava que Dom Bosco encontrasse um ambiente alegre, de grande convívio e simplicidade, com muitos educadores no meio dos jovens, motivando e orientando para Deus.

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