No 150.º aniversário da expedição que inaugurou a extensão da presença salesiana para as missões, recordamos as primeiras presenças missionárias dos Salesianos de Portugal e os seus primeiros missionários. Sentámo-nos à conversa com cada um deles e viajámos pela sua memória. Contaram-nos como foi a partida do país, a aventura da viagem, a experiência do trabalho numa terra distante, as dificuldades com a língua estrangeira e as saudades que lá deixaram.
Aos 90 anos, o salesiano Manuel Fernandes recorda a sua “primeira viagem de avião” em 1961, três dias de viagem e escalas no Paquistão e na Austrália, antes de chegar a Díli, em Timor-Leste.
No mesmo ano, partia para Goa, na Índia, o Pe. David Bernardo. Na altura, tinha apenas 27 anos e tinha sido recentemente ordenado sacerdote. Quatro anos depois é novamente enviado para o Oriente, desta vez para Macau, para dirigir o Colégio Dom Bosco.
O Pe. Luís Belo tinha 26 anos quando foi com destino à capital moçambicana para fazer o tirocínio, espécie de estágio inicial na formação dos religiosos. Regressou a Moçambique em 1996 e lá trabalhou durante 22 anos.
Em 35 anos de missão em Moçambique, o salesiano Joaquim Raposo fez de tudo: foi assistente, professor, mestre, responsável da formação profissional, administrador e ecónomo. Regressou definitivamente a Portugal em 2021 e ainda recorda emocionado as crianças de rua que acompanhou.
Nos quatro anos de missão do Pe. Joaquim Taveira da Fonseca, em Macau, visitou Taiwan, a China, as Filipinas e o Japão, fez amigos que ainda hoje perduram e agitou a sociedade macaense com uma coluna de opinião no jornal “O Clarim”.
Os testemunhos destes cinco missionários salesianos portugueses foram publicados ao longo do ano no Boletim Salesiano para celebrar os 150 anos da Primeira Expedição Missionária, enviada por São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, a 11 de novembro de 1875 com destino à Argentina.
Na próxima edição do Boletim Salesiano, contamos um pouco da história da presença salesiana em Cabo Verde e ouvimos o Pe. Alberto Cunha, missionário durante 21 anos, 17 dos quais na Ilha de S. Vicente.



