A Tipografia de Dom Bosco

A Tipografia de Dom Bosco

A 2 de janeiro de 1862, São João Bosco obtém a autorização para a abertura da primeira oficina de Artes Gráficas, onde passará a ensinar as bases do ofício aos primeiros jovens do Oratório. Composição, impressão e encadernação vêm a seguir, ensinadas por Mestres, e também a edição de livros, com publicações de livros técnicos e escolares, de formação cristã, etc.

Em outubro de 1861, Dom Bosco iniciou os trâmites para a abertura, no Oratório, de uma Oficina de Artes Gráficas. O Governo cria obstáculos, mas alguns meses passados chega a finalmente a autorização necessária. Precisamente a 2 de janeiro 1862, após várias tentativas, Dom Bosco consegue a desejada autorização: composição, impressão e encadernação sãos aos poucos geridas por jovens aprendizes sob a direção do mestre tipógrafo Federico Oreglia.

Foi assim que Dom Bosco deu início à sua grande obra editorial. Dom Bosco dedica-se à escrita e à publicação, com um projeto editorial que inclui livros de história, livros didáticos, biografias e a coleção Leituras Católicas. Em 1876, Dom Bosco criou uma “filial” em Génova – Sampierdarena, e, em 1877, lançou o Boletim Salesiano. Depois de vários anos em funcionamento nas primeiras oficinas, em 1883, São João Bosco constrói a primeira tipografia propriamente dita, capaz de produzir edições que até então só se imprimiam fora de Turim.

Nas oficinas de tipografia, dos primeiros ofícios que ensinou, formou muitos profissionais, tipógrafos e encadernadores. Em Portugal muitos deles saíram das Escolas Salesianas.

Em 1946 Dom Bosco foi declarado patrono dos editores católicos.

A tipografia manteve-se em atividade até 2012, quando celebrou 150 anos da fundação. Em 2013, a Congregação decidiu manter aberto o espaço com uma exposição permanente, com as máquinas antigas, que recria o ambiente da Tipografia como era no tempo de Dom Bosco.

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