Antigo Aluno José d’Encarnação distinguido pela Universidade do Algarve com Doutoramento Honoris Causa

Antigo Aluno José d’Encarnação distinguido pela Universidade do Algarve com Doutoramento Honoris Causa

A Universidade do Algarve distinguiu o arqueólogo e historiador José D’Encarnação com o Doutoramento Honoris Causa. O antigo aluno salesiano foi homenageado numa sessão solene no grande auditório da universidade.

José D’Encarnação, arqueólogo, historiador e antigo aluno salesiano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Algarve, numa cerimónia solene, realizada no dia 17 de abril, em Faro.

Alexandra Teodósio, reitora da Universidade do Algarve, defendeu que ao atribuir o título Honoris Causa ao arqueólogo José D’Encarnação se celebra “uma dedicação exemplar à memória, à história, à epigrafia, à arqueologia e ao património cultural”.

No discurso de homenagem, João Pedro Bernardes, docente da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, caracterizou José D’Encarnação como “um verdadeiro pedagogo da ciência epigráfica, que, como poucos, soube transformar em coisas simples, acessíveis à compreensão de todos, o que, pelo seu hermetismo e especialidade, a priori, se poderia pensar destinado apenas a alguns”. Afirmou a honra que sentia ao participar na homenagem e, referindo brevemente o currículo do arqueólogo e professor, com mais de 1000 títulos publicados, sublinhou o seu papel como impulsionador dos estudos epigráficos em Portugal.  

No seu discurso, José D’Encarnação levou os convidados a conhecer o barrocal algarvio, de onde é originário, através dos diversos elementos do património, começando pela poesia. “Barrocalense me confesso. Dum Barrocal onde, segundo parece, do nascer ao pôr do sol, os versos sempre nasceram espontâneos”, afirmou. Depois, e evidenciando que todos os elementos estão dependentes uns dos outros, falou sobre a língua, o falar algarvio, a música tradicional, a culinária, a paisagem e, claro, o património arqueológico. A este último referiu-se como “aliciante turístico, sim, mas sobretudo veículo de imorredoira memória”, destacando alguns dos achados arqueológicos algarvios, como é o caso das ruínas de Milreu, em Estoi, o mosaico do Oceano, que foi descoberto em Faro há alguns anos, e a cidade de Balsa, em Tavira.

Na mesma ocasião, a instituição distinguiu ainda o arquiteto Fernando Santos Pessoa, referência na área da arquitetura paisagista a par de Gonçalo Ribeiro Telles.  

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