A Salesianos Editora publicou recentemente um guia para educadores que acompanham jovens, para que aprendam a estar atentos aos sinais de sofrimento juvenil na área da saúde mental: depressão, dependências, ansiedade, automutilação, ideação suicida, entre outras. “Saúde mental dos jovens: reconhecer para acompanhar”, de Antonella Sinagoga e de Miguel Ángel Morcuende, pretende ajudar os educadores no seu papel insubstituível, não como terapeutas, mas como presenças significativas na vida dos jovens.
Num tempo em que tantos sinais de sofrimento juvenil passam despercebidos ou são rapidamente rotulados, este livro convida a parar, observar e escutar. Ansiedade social, depressão, perturbações alimentares, dependências, psicose, automutilação, ideação suicida ou bullying não surgem aqui como etiquetas, mas como realidades humanas que pedem compreensão, atenção e cuidado.
Da autoria da psicóloga Antonella Sinagoga e do sacerdote salesiano Miguel Ángel Morcuende, “Saúde mental dos jovens: reconhecer para acompanhar” é um instrumento ao serviço dos educadores, com linguagem acessível e exemplos úteis.
Cuidar, não rotular
No prefácio à obra, o Delegado Nacional da Pastoral Juvenil, Pe. Juan Freitas, afirma que “falar hoje de saúde mental dos jovens não é ceder a uma moda, nem a um alarmismo. É reconhecer sinais claros do nosso tempo: o crescimento da ansiedade, da solidão, do medo de falhar, da dificuldade em decidir e assumir compromissos. Muitos jovens vivem ‘cheios de estímulos’, permanentemente conectados, expostos, comparados e avaliados, mas interiormente frágeis, cansados e, não raras vezes, sem referências sólidas onde se apoiar”.
Reconhecer os sinais de alerta não é diagnosticar: é abrir caminho à proteção, à prevenção e ao acompanhamento responsável no quotidiano educativo.
Dirigido a educadores, este guia parte da convicção de que a relação educativa continua a ser um dos mais fortes fatores de proteção da saúde mental. Sem nunca substituir o trabalho clínico, que compete em exclusivo ao terapeuta, o educador é presença significativa: escuta, acolhe, cria ambientes seguros, ajuda a dar nome às emoções e promove a pertença. Ao longo dos capítulos, o livro articula conhecimento psicológico atualizado com situações concretas do terreno educativo, desmonta mitos persistentes e oferece pistas práticas para intervir com sensibilidade, realismo e humanidade.
Mais do que um manual técnico, esta obra inscreve-se numa verdadeira cultura do cuidado. Recorda-nos que educar é também criar um ambiente familiar, onde cada jovem se sinta livre para ser quem é, valorizado na sua fragilidade e acompanhado no seu crescimento. Porque, como a experiência educativa e a investigação científica confirmam, não há aprendizagem sem emoção, nem educação plena sem coração.
À venda na Salesianos Editora e nas livrarias salesianas de Évora, Lisboa e Porto.








