O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à Vigília da Misericórdia, iniciativa de oração para jovens promovida pelo Patriarcado. Ação decorreu em simultâneo em 14 igrejas da Diocese de Lisboa. Patriarca pediu “tempo para Jesus” e falou dos perigos das “sepulturas interiores”.
O Patriarcado de Lisboa promoveu uma vigília de oração para jovens nas Vigararias da Diocese de Lisboa. A Vigília da Misericórdia, o nome da iniciativa, decorreu na noite de 21 de março em 14 igrejas em simultâneo, com centenas de jovens a participar. Alcobaça, Alenquer, Amadora, Caldas da Rainha, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Oeiras, Sacavém, Sintra, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, aderiram à iniciativa que teve o apoio do Serviço da Juventude, da Pastoral Universitária e do Setor de Animação Vocacional do Patriarcado de Lisboa. O objetivo foi propor aos jovens um tempo de oração durante a Quaresma.

O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à Vigília da Misericórdia na Igreja da Ramada, da Vigararia de Loures-Odivelas.
“Caras irmãs e irmãos, aquilo que eu vos quero convidar é que da mesma forma que aquela sepultura se abriu e a vida entrou e a Palavra de Deus entrou, abre-te a Jesus. Tem tempo para Jesus. Quando e onde tu tiveres tempo para Jesus, tu vais arranjar tempo para tudo o resto, para o jogo, para a família, para os amigos, para a escola, para o estudo. Quem tem tempo e dá tempo a Jesus, arranja tempo para tudo”, referiu D. Rui Valério.
Falando sobre a misericórdia de Deus e o perdão, o Patriarca lembrou a passagem do Evangelho da Ressurreição de Lázaro para dizer que Jesus Cristo salva e liberta das “sepulturas interiores”.

“O individualismo, a indiferença, o tédio ou a superficialidade” e a dependência das tecnologias, especialmente do telemóvel, foram apontados como exemplos quotidianos de “sepulturas” que limitam a liberdade, a relação e a atenção ao outro.

Fotografias: Diogo Paiva Brandão/Patriarcado de Lisboa e Paróquia da Ramada








