O Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima, acolheu nos dias 2 e 3 de outubro, o Simpósio sobre a Educação e a Escola em Portugal. A Encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV deu o mote para o encontro “Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização”.
O simpósio foi organizado pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, pela Associação Portuguesa de Escolas Católicas, pelo Instituto Religare e pela Faculdade de Teologia – Universidade Católica Portuguesa, e juntou mais de 400 participantes, entre professores de Educação Moral e Religiosa Católica e professores de escolas católicas e educadores cristãos de todo o país. A Fundação Salesianos também esteve presente representada no encontro.
O programa incluiu quatro conferências, painéis, laboratórios temáticos e momentos culturais, reunindo personalidades do mundo da educação, da Igreja e da sociedade civil.
Na conferência inaugural do simpósio, o cardeal português D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, numa mensagem previamente gravada, abordou a influência da tecnologia nas novas gerações de alunos, na escola e no papel dos docentes, no “tempo de gestação necessário” para amadurecer e produzir conhecimento. Por outro lado, defendeu a necessidade de proteger o pensamento crítico e “compreender para onde queremos ir” neste mundo em mudança.
Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação entre 1995 e 1999, liderou o painel dedicado ao balanço sociopolítico de quatro décadas de reformas do sistema educativo nacional. O antigo ministro defendeu a importância da formação de base para as novas gerações e apontou como principais perigos da IA a imprevisibilidade.
A IA aplicada ao contexto escolar foi analisada pelo professor João Couvaneiro, do Conselho Nacional de Educação.
No último dia de trabalhos, os educadores participaram em vários laboratórios temáticos.
Fotografia: Agência Ecclesia



