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63.º Encontro Nacional de Catequese: “O catequista de hoje é chamado a ser testemunha e intérprete do mistério”

O Delegado Nacional da Pastoral Juvenil Salesiana foi um dos oradores no 63.º Encontro Nacional de Catequese, realizado entre os dias 8 e 10 de abril de 2026, em Albergaria-a-Velha. A centralidade da mistagogia no percurso catequético da Igreja em Portugal foi o tema central abordado.

O Pe. Juan Freitas, Delegado Nacional da Pastoral Juvenil Salesiana, defendeu que o catequista de hoje é chamado a ser “testemunha e intérprete do mistério”, capaz de acompanhar cada pessoa no caminho da fé e de a conduzir ao encontro com Cristo.

A sua intervenção, integrada no 63.º Encontro Nacional de Catequese organizado pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, que reuniu cerca de 90 representantes das equipas diocesanas de catequese de todo o país, refletiu sobre o tema «A Mistagogia: Caminhar com Cristo, do encontro ao discipulado».

Entre as várias questões abordadas, defendeu a necessidade de formação pessoal, académica e comunitária para o acompanhamento das novas gerações.

“Por um lado, o catequista é chamado a dar testemunho de um encontro pessoal com Cristo que anima a sua vida; por outro, deve ajudar quem acompanha a compreender o que é este mistério, o que é esta vida, o que são estes símbolos, o que é esta linguagem”, sempre no interior da comunidade cristã”, acrescentou.

Ao longo da conferência, o Pe. Juan Freitas insistiu que a mistagogia “não é uma novidade passageira”, mas uma dimensão profunda da tradição da Igreja, redescoberta e valorizada nas últimas décadas. Esta redescoberta ganhou novo impulso com o Concílio Vaticano II, com o Diretório Geral da Catequese e com os documentos dos bispos portugueses. 

Jesus como modelo do catequista mistagogo e Emaús como modelo de acompanhamento

Tomando como referência o episódio dos discípulos de Emaús, o padre Juan Freitas apresentou Jesus como modelo do catequista mistagogo. “Jesus põe-se a caminho com estas pessoas”, recordou, destacando os “sete verbos” do caminho de Emaús: aproximar-se, acompanhar, escutar, fazer perguntas, anunciar o querigma, levar à celebração e desaparecer.

Para o sacerdote, este itinerário oferece pistas concretas para a missão dos catequistas hoje. “É bonito ver esta gradualidade que Jesus tem neste caminho e que é o caminho da nossa vida, que é o caminho da Igreja”, afirmou.

Texto adaptado e fotografias: EDUCRIS

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