Sob um límpido céu outonal, a cidade portuária de Génova, em Itália, tornou-se o epicentro das celebrações dos 150 anos da Primeira Expedição Missionária.
Inaugurado no dia 12 de novembro, o Museu das Expedições Missionárias em Génova ilustra os 150 anos da aventura missionária salesiana e recorda também o profundo impacto que a presença salesiana teve na cidade portuária industrial ao longo de mais de 150 anos. Estiveram presentes o Reitor-Mor, Pe. Fábio Attard, a Madre Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, Ir. Chiara Cazzuola, os missionários da 156.ª Expedição Missionária Salesiana, além de animadores missionários de diversas regiões do mundo e mais de 350 membros da Família Salesiana.





De manhã, no Porto Antigo, cerca de 200 convidados foram recebidos com a tradicional focaccia ligure, pouco antes de embarcar para um passeio simbólico nas mesmas águas de onde, em novembro de 1875, partiram os primeiros 10 salesianos missionários para Buenos Aires, na Argentina. O barco seguiu até ao icónico farol “La Lanterna”, enquanto relatos sobre coragem, fé e os últimos conselhos de Dom Bosco ecoavam no convés. As suas palavras – o pedido para “cuidar dos filhos dos emigrantes italianos” – ressoaram com força especial num mundo ainda marcado por migrações e deslocações. A viagem simbólica ligou passado e presente. A missão salesiana é um chamamento contínuo, renovado pelo “sim” à vontade de Deus de cada geração de missionários. Uma placa assinala agora a data na parede do Porto Antigo de Génova.
No Instituto Dom Bosco de Sampierdarena, fundado pelo próprio Dom Bosco em 1872, alunos de 30 nacionalidades formaram um corredor de boas-vindas com bandeiras de todas as nações, expressando a universalidade da missão que completa 150 anos. Depois da Eucaristia presidida pelo Sucessor de Dom Bosco, e que teve a presença de muitas autoridades civis e militares, o Reitor-Mor e a Madre Geral inauguraram o Museu das Expedições Missionárias. A primeira parte da exposição é dedicada à estadia de Dom Bosco em Génova, e os visitantes poderão conhecer o quarto onde se hospedou. Dom Bosco esteve aqui 49 vezes. Duas salas homenageiam o Pe. Giovanni Cagliero, líder da primeira expedição, primeiro bispo e cardeal salesiano, e o Pe. Paolo Albera, primeiro diretor do Instituto Dom Bosco de Génova-Sampierdarena e segundo sucessor de Dom Bosco. O percurso termina com uma mostra dedicada às atuais missões salesianas, presentes em 137 países.
Fundado por São João Bosco, o Instituto de Sampierdarena foi estrategicamente localizado num bairro operário e industrial para servir os filhos dos trabalhadores e dos pobres. Nestes 153 anos, a obra seguiu ininterrupta e fiel ao seu carisma original: escola, centro de formação profissional, centro juvenil e oratório.





Publicado no Boletim Salesiano n.º 614 de março/abril de 2026
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