Os alunos das escolas da Fundação Salesianos continuam a destacar-se na certificação internacional Cambridge, com resultados particularmente expressivos nos níveis mais avançados de língua inglesa. No ano letivo 2025/26, foram registadas 782 inscrições em exames internacionais, refletindo a consolidação de um projeto educativo que aposta no desenvolvimento contínuo das competências linguísticas e na preparação dos jovens para os desafios do futuro.
Nas escolas da Fundação Salesianos, a aprendizagem do Inglês é um percurso construído ao longo de vários anos, que integra a preparação para a certificação Cambridge na própria disciplina. No último ano de Inglês, todos os alunos, independentemente da classificação obtida na avaliação interna, têm a oportunidade de realizar gratuitamente um exame Cambridge e de obter uma certificação reconhecida internacionalmente.
Mais do que avaliar os conhecimentos adquiridos, esta aposta procura valorizar o percurso de cada aluno, reconhecendo as competências desenvolvidas e proporcionando oportunidades de aprendizagem que ultrapassam a sala de aula.
O ano letivo 2025/26 marcou, aliás, uma etapa importante no Projeto Cambridge: pela primeira vez, foi alcançada a universalidade do acesso à certificação internacional, com a inscrição de todos os alunos do 11.º ano das escolas salesianas e, no Funchal, dos alunos do 9.º ano. Alguns alunos do 12.º ano tiveram ainda a possibilidade de realizar uma nova prova, procurando atualizar ou progredir no nível de proficiência anteriormente alcançado.
No total, foram realizadas 782 inscrições em exames internacionais de certificação: 33 no B1 Preliminary, 427 no B2 First, 279 no C1 Advanced e 43 no C2 Proficiency. A evolução dos últimos anos revela, também, uma tendência relevante: o aumento da participação nos exames de níveis mais avançados, refletindo o desenvolvimento das competências linguísticas dos alunos e a consolidação do projeto educativo.
Resultados nos níveis mais avançados
É precisamente nos níveis mais avançados os resultados de 2025/26 ganham especial significado.
No C1 Advanced, 87% dos candidatos alcançaram a certificação. Entre estes, 11% obtiveram Grade A, um desempenho que corresponde já ao nível C2, o patamar máximo definido pelo Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas.
Também no C2 Proficiency, os resultados foram muito expressivos: 89% dos candidatos com resultado considerado alcançaram a certificação C2.
Os resultados por competência reforçam esta leitura. No C2, verificou-se uma forte consolidação em todas as áreas avaliadas, com especial destaque para Use of English, Writing e Listening. No Speaking, todos os candidatos com classificação reportada atingiram desempenhos enquadrados no nível C2.
Mas estes resultados não começam no momento do exame.
Acompanhar cada aluno a progredir
O Projeto Cambridge inclui momentos de aferição ao longo do percurso escolar. Em 2025/26, 1934 alunos realizaram testes Cambridge no 4.º, 6.º e 9.º anos – no Funchal, o teste correspondente foi realizado no 8.º ano. Estes instrumentos permitem perceber como estão a evoluir as competências dos alunos, identificar necessidades e ajustar o trabalho pedagógico antes de chegarem ao momento da certificação.
Os resultados dos alunos mais próximos da certificação são igualmente encorajadores: nos testes realizados no 8.º e 9.º anos, 83% dos resultados situaram-se no nível B1 ou superior, com uma presença particularmente expressiva no B2.
Esta lógica de acompanhamento ajuda também a compreender o sentido do projeto educativo. Os resultados não servem apenas para reconhecer aquilo que já foi alcançado, permitem, ainda, perceber onde é necessário intervir, acompanhar os diferentes ritmos de aprendizagem e criar condições para que cada aluno possa continuar a avançar.
Muito para além de um certificado
Esta certificação externa dá aos alunos um reconhecimento internacional das competências adquiridas. Mas o seu valor, no contexto das escolas salesianas, não termina no diploma.
Aprender uma língua é ganhar autonomia para comunicar, estudar, viajar, trabalhar e relacionar-se num mundo cada vez mais aberto. É também desenvolver confiança e capacidade de expressão.
Por isso, o sucesso do Projeto Cambridge não se mede apenas pela percentagem de alunos que alcança C1 ou C2. Mede-se, também, na possibilidade de acompanhar cada percurso e permitir que cada jovem reconheça aquilo que já conquistou e encontre espaço para continuar a crescer.
O próprio relatório de 2025/26 sublinha esta perspetiva: mais do que procurar exclusivamente aumentar as taxas de certificação, importa garantir que cada aluno tenha a oportunidade de certificar o nível correspondente às competências que efetivamente desenvolveu, valorizando a progressão individual e os diferentes percursos de aprendizagem.
É neste caminho, feito por alunos, professores, equipas educativas e famílias, que os resultados do Projeto Cambridge ganham o seu verdadeiro significado: não como números isolados, mas como expressão de um projeto educativo que procura preparar cada jovem, com exigência e confiança, para os desafios do presente e do futuro.



