Falar de solidariedade à moda de D. Bosco, é falar de uma solidariedade que se vive no dia a dia, com as fragilidades da sociedade em que vivemos, sobretudo junto dos mais vulneráveis e frágeis, como as crianças, os jovens e as suas famílias.
D. Bosco não acreditava numa caridade distante ou paternalista, acreditava numa presença próxima, alegre e transformadora. A sua solidariedade começava pelo olhar atento, pelo ouvir sincero e pelo compromisso contínuo com a dignidade de cada pessoa.
No Dia Internacional da Solidariedade Humana, esta visão torna-se particularmente desafiante. Num mundo marcado por desigualdades profundas e conflitos, a proposta de D. Bosco desafia-nos a ir além da simples ajuda material. Ele ensinou-Nos que a verdadeira solidariedade educa, acompanha e cria futuro. Não se trata apenas de “dar”, mas de caminhar com, partilhar tempo, esperança e amor.
É neste contexto que o SolSal – Solidariedade Salesiana, surge como um exemplo desta solidariedade vivida, não se limitando apenas a responder a necessidades imediatas, mas procurando capacitar pessoas e comunidades, investir na educação, promover a justiça social e dar voz a quem muitas vezes é esquecido. Esta abordagem reflete claramente o espírito de D. Bosco: uma solidariedade que acredita nas pessoas e no seu potencial de mudança.
No SolSal, a pessoa humana é o centro, partindo da convicção de que ninguém é apenas um número ou um problema social, cada pessoa tem um nome, uma história e um futuro possível.
Celebrar o Dia Internacional da Solidariedade Humana é, por isso, mais do que assinalar uma data, é uma oportunidade para relembrar projetos de solidariedade que fazem a diferença a longo prazo. A solidariedade à moda de D. Bosco, através do Solsal, lembra-nos que mudar o mundo começa muitas vezes com gestos simples, mas sustentados por uma profunda convicção: a de que educar, acompanhar e acreditar nos outros é uma das formas em que podemos fazer a diferença na vida de cada um.
Num tempo em que a solidariedade corre o risco de se tornar superficial ou passageira, D. Bosco continua a inspirar uma forma de amar concreta e cheia de esperança. Uma solidariedade que não passa de moda, porque nasce do compromisso genuíno com o outro e de ajudar e estar presente para o próximo.








