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Salesianos, 125 anos em Portugal

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J. Antunes, sdb | nov 07, 2019
A 8 de novembro de 1894 chegaram a Braga os primeiros Salesianos, para assumir a direção do Colégio dos Órfãos de S. Caetano.

Faz, portanto, amanhã, 8 de novembro de 2019, 125 anos que se deu início à gloriosa Obra Salesiana em Portugal.

O BOLETIM SALESIANO HOJE, quer escrever, na simplicidade da sua apresentação, uma página de ouro e de honra em memória e louvor de todos os Salesianos que ao longo destes 125 anos serviram a Igreja, a Congregação Salesiana e os jovens, dando o melhor das suas vidas para engrandecer tão extraordinária missão, nascida do generoso, sábio e santo coração de S. João Bosco.

Os Salesianos de ontem e de hoje, no decurso do seu caminho, têm sentido grandes interrogações, tempos de impasse, experiências de crise, mas, felizmente, a Luz da Estrela que ilumina o seu propósito de dar continuidade à obra de Dom Bosco nunca deixou de brilhar e de orientar os seus passos.

O Boletim Salesiano de 1944, ao comemorar o Cinquentenário da chegada dos Salesianos, editou um número especial, com uma capa em pele, debruada a ouro e com o escudo da Congregação ao centro, como que a significar a sua presença perpétua em Portugal.

Que o ouro signifique isso mesmo: a garantia, aos jovens, da presença dos Salesianos como o hoje de Dom Bosco!

Recolhemos algumas passagens da obra do Pe. Amador Anjos, sdb, Os Salesianos no Colégio de S. Caetano de Braga 1894-1911 (Porto: Edições Salesianas, 2006). Do relato da viagem: «No dia 13 de Agosto de 1894 a proposta da aceitação do Colégio de S. Caetano é aprovada em reunião do Conselho Geral, bem como a nomeação do padre Pedro Cogliolo para director. Os salesianos destinados a Braga – Pedro Cogliolo e Ângelo Bergamini (presbíteros) e José Galli (escolástico estagiário) – partiram de Itália na última semana de Outubro. Tendo embarcado em Génova, desembarcaram em Barcelona, onde receberam oportunas instruções do provincial de Espanha, Filipe Rinaldi, e a partir daí também de Portugal, e daqui seguiram por terra via Madrid-Salamanca, chegando ao destino a 8 de Novembro».

O Pe. Cogliolo, dias mais tarde, escreve ao superior-geral padre Miguel Rua, para relatar a receção: «Aguardavam-nos na estação todos os alunos do óptimo Dr. padre Francisco da Cruz que teve até agora a direcção do Colégio. Estavam também presentes vários outros representantes do clero e do laicado e muito povo curioso de ver os salesianos, há tanto tempo esperados e aos quais tantas vezes se tinham referido os jornais do país. O edifício do Colégio estava iluminado e à entrada esperava-nos a pequena banda instrumental dos alunos. Lia-se no rosto de todos um enorme contentamento […]. Reunidos em seguida todos os mestres e alunos [na capela], tomei a palavra e, comovido, agradeci o acolhimento que acabava de nos ser dispensado. Disse depois em poucas palavras quem eram os salesianos, e fiz uma referência a Dom Bosco e à sua obra, acrescentando por último que, mais do que na qualidade de superiores, vínhamos como amigos […] e dispostos a colaborar com as óptimas pessoas que tinham dirigido esta casa até ao presente. Abstenho-me por agora de referir outras provas de atenção para connosco».

Em novembro de 1894, no Bollettino Salesiano é noticiada a chegada dos Salesianos a Portugal: «Uma bela e consoladora notícia relativa à Congregação Salesiana é [que] no último sábado de Outubro partiu para Génova, rumo a Portugal, um pequeno grupo de salesianos». E na primeira página da edição de janeiro de 1895 era o próprio superior-geral que comunicava aos cooperadores salesianos o acontecimento: «Não vos desagradará a notícia de que no passado ano de 1894 os salesianos entraram também em Portugal, onde há muito tempo eram esperados. Existia já na cidade de Braga um estabelecimento para aprendizes pobres, dirigido pelo piedoso padre Francisco da Cruz. Alquebrado pela fadiga e pela doença e não podendo aguentar o peso da direcção, era sua vontade entregá-lo aos filhos de Dom Bosco. Finalmente, no passado mês de Novembro, pudemos satisfazer o desejo desse zeloso cooperador português e dos seus amigos».

Cinco anos após a chegada dos Salesianos a Braga, o Pe. Miguel Rua visita Portugal: «Em 1899 o padre Miguel Rua, superior-geral dos salesianos, programou uma longa viagem ao estrangeiro para visitar as casas salesianas de vários países entre os quais a Espanha e Portugal. Visitadas as casas de Espanha, dirigiu-se a Portugal acompanhado pelo padre Marenco, delegado para as Filhas de Maria Auxiliadora, e o padre Rinaldi, provincial das casas salesianas da península ibérica. Tendo partido de Salamanca no dia 4 de Março, chegaram a Braga com várias horas de atraso (9 da noite), devido ao descarrilamento do comboio em que viajavam, para cá de Salamanca, felizmente sem graves consequências para os passageiros: dos três salesianos só o padre Rua teve um leve ferimento na testa. Não obstante a hora tardia, a recepção dos muitos bracarenses que o aguardavam na estação foi triunfal». «No dia seguinte (5 de Março) foi homenageado com uma sessão solene, em que falaram dois conhecidos oradores: mons. Almeida Silvano e padre Sebastião Leite de Vasconcelos. Entre outras coisas, o primeiro disse que, se o nosso século racionalista procura milagres, tem diante dos olhos um milagre tangível e evidente: o início, a expansão e o incremento contínuo da obra de Dom Bosco». O segundo fez um vibrante apelo à fundação de um oratório festivo na cidade de Braga. O padre Rua, exprimindo-se com dificuldade em português, agradeceu a simpática homenagem e deu a todos a bênção apostólica em nome do Santo Padre».

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