A Fundação Pontifícia Ajuda a Igreja que Sofre apresentou o Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2025. O relatório abrange 196 países e documenta o estado atual da liberdade religiosa e da perseguição em todo o mundo.
Publicado de dois em dois anos, o Relatório sobre a Liberdade Religiosa 2025 da Fundação Pontifícia Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) documenta o estado atual da liberdade religiosa e da perseguição em todo o mundo, abrangendo 196 países. O lançamento oficial decorreu em Roma, no dia 21 de outubro, onde reuniu um painel de vozes da Igreja perseguida no mundo e teve a presença do Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.
Dias antes uma delegação da Fundação AIS Internacional apresentou o relatório em primeira mão a Leão XIV. O Pontífice elogiou o trabalho da AIS e o relatório como “um instrumento poderoso de sensibilização… [que] dá testemunho, dá voz aos que não têm voz, e revela o sofrimento oculto de muitos”.
O documento foi apresentado em várias capitais europeias, incluindo Lisboa, com a participação de Nuno Rogeiro e de D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, que celebrou a Missa na igreja da Encarnação.
Nas principais conclusões, é referido que a instabilidade atual e o crescimento global do autoritarismo são uma crescente ameaça à liberdade religiosa. O texto reporta que no período analisado, de janeiro de 2023 a dezembro de 2024, houve “graves violações da liberdade religiosa em 62 países: 24 classificados como perseguição e 38 como discriminação, afetando, em conjunto, mais de 5,4 mil milhões de pessoas”. Jihadismo, extremismo religioso, nacionalismo, crime organizado, crimes de ódio contra judeus, muçulmanos e cristãos estão também a aumentar.
Um direito humano fundamental
A publicação deste estudo, com mais de 1000 páginas, tem por objetivo sensibilizar e defender a liberdade religiosa para todas as confissões. “A liberdade religiosa não se resume à religião. Trata-se do direito humano fundamental de pensar, de acreditar, de procurar a verdade sem medo. A liberdade religiosa não pode ser defendida apenas pelas comunidades de fé. Requer de todos nós – governos, instituições, educadores, indivíduos como tu e eu”, refere a Fundação AIS.
Fundada em 1947 para ajudar os refugiados da segunda guerra mundial, a Fundação AIS apoia a Igreja Católica na evangelização nas comunidades mais carenciadas, discriminadas e perseguidas do mundo.
Todos os anos, a AIS financia cerca de 6.000 projetos de emergência pastoral e humanitária em 150 países. Todo o trabalho é feito graças aos donativos particulares, uma vez que não recebe qualquer financiamento público. Em 2024, a Fundação recebeu 7.296 pedidos de ajuda de todo o mundo. “Graças à generosidade dos nossos benfeitores, recebemos donativos no valor de 139,3 milhões de euros e, com 2,2 milhões de euros em reservas de anos anteriores, conseguimos financiar atividades no valor de 141,5 milhões de euros”. Mais de um quarto da ajuda foi aplicada na formação de sacerdotes e religiosos (16,4%) e leigos (11,8%); 23,6% foi para construção, reconstrução e reforma de igrejas e outras instalações. “Além disso, em grandes crises, trabalhamos para a população necessitada com medidas de ajuda de emergência”. As ajudas que a Fundação presta são também informação e oração.
Um vídeo resumo do relatório, com menos de seis minutos, pode ser visto no canal do Youtube da Fundação AIS. A Fundação disponibiliza também no seu site, em fundacao-ais.pt, um resumo de 76 páginas para download em documento PDF.
Duas datas próximas são oportunidades para sensibilizar para este tema: celebramos no primeiro dia do ano o Dia Mundial da Paz; no início de fevereiro, a Organização das Nações Unidas assinala o Dia Mundial da Harmonia Interreligiosa.

Fotografia e infografia Fundação AIS/ACN PT
Publicado no Boletim Salesiano n.º 613 de janeiro/fevereiro de 2026
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