O edifício de traça italiana dos Salesianos de Lisboa foi inaugurado há 120 anos. A 19 de março de 1906, cerca de duas mil pessoas, segundo relataram os jornais da época, confluíram ao Alto dos Prazeres para a inauguração do novo edifício.
Há 120 anos, os Salesianos inauguraram a nova sede das Oficinas de S. José de Lisboa, nos Prazeres. A segunda presença dos Salesianos em Portugal começara em 1896 em Lisboa, quando receberam a direção de uma pequena escola com secção oficinal no bairro da Lapa, fundada em 1885 como escola primária, com cerca de 50 alunos.
A mudança de instalações dá-se 10 anos depois. Era necessário expandir a instalação das oficinas e acolher o cada vez maior número de alunos, internos e externos, que procuravam a escola pelo nível de instrução e qualificação profissional alcançado. Este facto garante à escola a atribuição, em 1908, do Diploma de Benemerência no campo da educação e do ensino pelo Primeiro Congresso Pedagógico de Lisboa.
“O dia 19 de março, Solenidade de São José, foi o dia escolhido para a inauguração do edifício das Oficinas de São José”, recorda o atual Diretor dos Salesianos de Lisboa, Pe. João Ramos. No dia da festa, “mais de duas mil pessoas acorreram ao colégio, testemunhando o entusiasmo e a esperança depositados nesta obra nascente”.
Na inauguração, a 19 de março de 1906, participou o Reitor-Mor Pe. Miguel Rua, sucessor de São João Bosco, que viajou de Itália de comboio. O acontecimento mereceu a cobertura de vários jornais, desde o Diário de Notícias ao Século.
A grande afluência de pessoas à escola para a inauguração atrasou inclusivamente o programa da festa. O Boletim Salesiano noticiou: “às duas horas franqueou-se o estabelecimento ao público, que em massa compacta se aglomerava ao portão principal. As ruas adjacentes estavam atulhadas de populares”.
“Hoje, cento e vinte anos depois, a comunidade dos Salesianos mantém vivo o carisma de Dom Bosco nos Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, onde diariamente mais de 2.250 alunos e dezenas de colaboradores dão continuidade a essa mesma missão. Tal como então, também agora esta casa se enche de vida, não apenas em ocasião de festa, mas todos os dias, afirmando-se como uma verdadeira comunidade educativa e pastoral, fiel ao ideal de formar ‘bons cristãos e honestos cidadãos’, com dedicação, proximidade e espírito de família”, garante o Pe. João Ramos.




















