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Capítulo Geral 28: A dança dos rapazes de bronze

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Pe. Ángel Fernández Artime, Reitor-Mor dos Salesianos | jan 01, 2020
O Reitor-Mor, Pe Ángel Fernández Artime, escreve sobre o monumento a Dom Bosco de Turim, “símbolo da missão dos salesianos no mundo”.

O monumento a Dom Bosco em frente da Basílica de Maria Auxiliadora fará em 2020 cem anos. Fiel guardião, dá as boas-vindas a todos os que entram na Casa Mãe. A ideia de um monumento nesta praça foi de Dom Bosco. Não este, mas um que representasse Moisés.

A 10 de setembro de 1911, a proposta de um monumento a Dom Bosco para assinalar o primeiro centenário do seu nascimento eclodiu no Congresso Internacional dos Antigos Alunos. Aderiram logo muitíssimas personalidades de todo o mundo. Foi lançado um concurso em que participaram artistas de todo o mundo e foi escolhido o projeto do escultor Gaetano Cellini de Ravena.

Estava tudo pronto, mas a terrível Primeira Guerra Mundial fez protelar a inauguração, que só aconteceu a 23 de maio de 1920, véspera da festa de Maria Auxiliadora. Quando caiu o véu que cobria o monumento, milhares de pessoas presentes aplaudiram.

Modelada no bronze e apoiada em sólido granito, eis a epopeia da obra salesiana. No alto, a meiga e sorridente figura de Dom Bosco circundada de uma coroa de rapazes, que parecem dançar ao redor dele. Dom Bosco faz um gesto muito expressivo, parece querer levantar um dos rapazes. É um símbolo magnífico da sua missão e da Congregação: a palavra educar significa precisamente “puxar para cima”, elevar, fazer crescer. Em baixo, um grupo magnífico representa a humanidade que se curva para beijar a Cruz que lhe é apresentada pela Fé. Nos dois altos-relevos da frente há, à direita, uma mãe com um menino nos braços; à esquerda, um pobre leproso a olhar reconhecido o seu benfeitor. Aos lados, dois dos “amores brancos” de Dom Bosco, a Eucaristia e a Auxiliadora, estão unidos na ideia da missão “ad gentes” e na da família. Na parte de trás, três baixos-relevos recordam quanto os salesianos fizeram e continuam a fazer na assistência aos imigrantes. Os de ontem e de hoje. Nos lados estão representadas as Escolas Profissionais e Agrícolas Salesianas. Como num jogo de espelhos, mesmo sobre a figura de Dom Bosco, no centro da fachada da Basílica, sobressai a estátua de Jesus com as crianças. «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles» (Mc 10,14).

Em todo o mundo vi os filhos de Dom Bosco realizar as palavras de Jesus com imutável paixão. E quando chego a uma casa salesiana, em qualquer nação do mundo, parece-me rever em volta de mim a roda dos rapazes do monumento. Com aquela alegria transbordante que a todos vós auguro. 

Publicado no Boletim Salesiano n.º 578 de Janeiro/Fevereiro de 2020

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