Alunos dos Salesianos de Évora e reclusos do Estabelecimento Prisional unidos pela música e pela educação

Dezassete alunos do 10.º ano dos Salesianos de Évora e quatro reclusos do Estabelecimento Prisional de Évora (EPE) deram vida, uma vez mais, ao projeto de voluntariado “Para Lá do Erro”, uma iniciativa educativa única a nível nacional que tem na música o seu ponto de encontro.
O projeto, desenvolvido no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), chegou este ano à sua segunda edição.

Ao longo do percurso, os participantes reuniram-se em sessões online e ensaios presenciais, construindo em conjunto letras e canções que foram apresentadas no auditório da escola, no passado dia 25 de março. A sessão contou com a presença de alunos de outros anos e de representantes das duas instituições, nomeadamente, o diretor dos Salesianos de Évora, Pe. David Teixeira, e a diretora do EPE, Paula Ramos.

O projeto contou ainda com a colaboração de Artur Emídio, professor e produtor musical – e irmão de um dos reclusos -, que apoiou a adaptação e a criação dos arranjos musicais.

Criar laços

O Estabelecimento Prisional de Évora aceitou “com agrado” esta parceria, por representar uma “oportunidade de abertura à comunidade local” e por se tratar de mais uma atividade dirigida à população prisional. Já para a comunidade educativa salesiana, a iniciativa constitui um caminho de encontro, aprendizagem e responsabilidade, no qual a música se torna linguagem de relação, partilha e reconstrução.

Para Carlos Capelas, professor de EMRC do 10.º ano, trata-se de um projeto “único a nível nacional”, que alia valores cristãos e inclusão social.

Educar para ver a pessoa

Na linha do carisma salesiano, o diretor dos Salesianos de Évora recorda que Dom Bosco promoveu, em Turim, encontros com jovens privados de liberdade, acreditando sempre no seu valor e no seu futuro.

“Para Lá do Erro” nasce e cresce como um projeto de relação, com potencial de continuidade. Mais do que um momento artístico, é uma experiência educativa que aproxima mundos diferentes, gera confiança e mostra como a escola pode ser também um lugar de encontro, inclusão e esperança.

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