A manhã em que Dom Bosco partiu

A manhã em que Dom Bosco partiu

A Igreja celebra, a 31 de janeiro, a memória litúrgica de São João Bosco, Fundador dos Salesianos. Do relato das últimas horas de vida de Dom Bosco, lê-se nas páginas do Boletim Salesiano que morreu acompanhado por “cerca de trinta padres, clérigos e leigos”. “Todos estão de joelhos”, em oração. E as palavras do Pe. Miguel Rua, “Estamos aqui, seus filhos”, que pede uma última bênção, sob a proteção de Maria Auxiliadora, para os salesianos presentes e “os demais ausentes ou dispersos em várias regiões da terra”.

“Quantas obras prodigiosas, quantos afetos sinceros, quantas esperanças preciosas se resumem neste nome! E agora Dom Bosco não está mais na Terra, Dom Bosco desapareceu do nosso meio! Dom Bosco morreu! Estas foram as palavras murmuradas entre soluços às 4h45 da manhã de 31 de janeiro, ao redor do seu leito de morte; repetidas baixinho nos dormitórios dos meninos, que começavam a despertar; que, como um relâmpago, se espalharam por Turim, dilacerando milhares de corações; que, nas asas do telégrafo, levaram a notícia a todas as Casas Salesianas, a todas as regiões do mundo: Esta manhã, às 4h45, a alma de Dom Bosco voou para o céu”. Era assim que o Boletim Salesiano dava a notícia da morte de Dom Bosco a 31 de janeiro de 1888. Depois de notícias de melhoria do seu estado de saúde em janeiro, chega a notícia da morte.

Do relato das últimas horas de vida de Dom Bosco, lê-se nas páginas do Boletim Salesiano que morreu acompanhado por “cerca de trinta padres, clérigos e leigos”. “Todos estão de joelhos”, em oração. E as palavras do Pe. Miguel Rua, “Estamos aqui, seus filhos”, que pede uma última bênção, sob a proteção de Maria Auxiliadora, para os salesianos presentes e “os demais ausentes ou dispersos em várias regiões da terra”.

“Às 14 horas, a dolorosa notícia da sua morte já se havia espalhado por toda a cidade e causado um profundo e generalizado choque. Muitas lojas e estabelecimentos comerciais estavam fechados com cartazes que diziam: ‘Fechado em memória de Dom Bosco’.”

Coube ao Padre Miguel Rua, vigário de Dom Bosco, o anúncio da morte de Dom Bosco: ao Papa, aos Salesianos na “América, Inglaterra, Espanha, França, Áustria e Itália, e a um certo número de benfeitores”. Numa circular, que escreveu e mandou imprimir para informar Salesianos, Filhas de Maria Auxiliadora e Cooperadores Salesianos, recorda: “Nada nos consola nesses momentos, exceto o pensamento de que Deus assim o quis, Ele que, sendo infinitamente bom, nada faz que não seja justo, sábio e santo. Portanto, resignados, inclinamos as nossas cabeças em reverência e adoramos os seus sublimes conselhos. Por ora, não preciso de lhes contar como Dom Bosco teve uma morte justa, calma e serena, provido a tempo de todo o conforto da religião, abençoado diversas vezes pelo Vigário de Jesus Cristo, visitado com notável piedade por prelados e ilustres figuras eclesiásticas e leigas, tanto locais quanto estrangeiras, assistido com amor filial pelos seus discípulos, cuidado com afeto e singular perícia por médicos reconhecidos. Tampouco lhes falarei aqui das suas virtudes e obras, pois o tempo é curto e o meu coração não o suportaria. Por agora, direi apenas que, há poucos dias, Dom Bosco disse que a sua obra não sofreria com sua morte, pois estava confiada à bondade de Deus, protegida pela válida intercessão de Maria Auxiliadora e amparada pela caridade dos Cooperadores, homens e mulheres, que continuariam a favorecê-la”.

Nas páginas centrais dessa edição, foi publicada uma gravura de Dom Bosco, com a berretta e a sorrir, feita a partir da fotografia de 1886 de Gustavo Luzzati.

Link para a edição de Março de 1888 do Boletim Salesiano Italiano.

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