Na aurora ainda marcada pela noite, quando o silêncio parecia ter vencido, a Vida irrompeu com força soberana. A pedra foi removida. Não apenas do sepulcro de Jerusalém, mas do coração da humanidade.
Aquele que foi rejeitado, erguido na cruz como sinal de fracasso e derrota, é agora o Vivente. O seu sopro atravessa os nossos medos, rasga os túmulos interiores, e chama cada nome como no princípio: “Levanta-te!”.
Hoje, a Páscoa não é apenas memória. É Deus a passar de novo pelas nossas noites fechadas. Ele entra nas nossas desilusões cansadas e gastas, nos lugares onde a esperança se esqueceu de florescer.
Cristo vive. E porque Ele vive, nada está definitivamente perdido. Nem a dor, nem a injustiça, nem a morte detêm a palavra final. N’Ele tudo renasce. N’Ele tudo revive.
O Ressuscitado caminha à nossa frente. Abre caminhos no deserto, acende luz nas margens do impossível. Aponta o horizonte do Seu Ser como lugar de encontro verdadeiro. Anima-nos a aquecer o coração com a Sua Palavra, e a reconhecê-Lo nos gestos do Seu Amor que nunca falha.
Sê testemunha desta esperança indomável. Sê voz para quem já não consegue acreditar. Sê presença que levanta os caídos, que consola, que ajuda a recomeçar.
Porque a Páscoa é exatamente isto: Deus a insistir na vida quando o mundo se rende à morte. Cristo ressuscitou. Ressuscitou verdadeiramente. E com Ele, tudo pode começar de novo.
Páscoa Feliz!
Pe. Tarcízio Morais, sdb








