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O gosto pela vida espiritual

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Na história da minha vida estiveram presentes acontecimentos que assinalaram o começo e o progresso na vida espiritual.

Também uma criança, bem preparada, pode viver, com grande intensidade, o encontro com Jesus na confissão e comunhão. Tanto para o adulto como para a criança, é necessário criar condições ideais. É necessário um clima de recolhimento. E é importante ter consciência do quanto se faz. Colocar-se conscientemente na presença d’Aquele que se entrega a nós.

A importância dos pais e dos formadores é determinante quando se é ainda adolescente. Mais tarde tudo depende de nós, da nossa capacidade de interiorização.

Recordo como minha mãe me preparou para a primeira confissão. Ensinou-me a passar do sentido da culpa (um acto psicológico) ao sentido de pecado (um olhar de fé e de concepção cristã da vida). Acompanhou-me à igreja. Foi ela mesma a primeira a confessar-se e me apresentou ao confessor. Depois ajudou-me a dar graças. E continuou a prestar-me esta assistência até me considerar capaz de fazê-lo bem sozinho.

Não poderei nunca esquecer a sua atenção para criar o clima apropriado para a minha primeira comunhão. Tinha onze anos. Também naquele tempo a primeira comunhão era um grande acontecimento: no meio da multidão era impossível evitar a dispersão. Minha mãe acompanhou-me com cuidado.

Na Quaresma tinha-me levado a confessar-me três vezes. Outras vezes disse-me palavras que marcaram positivamente a minha relação com Deus: «Meu querido João, Deus prepara-te um grande presente. Procura preparar-te bem para te confessares: arrepende-te de tudo, não ocultes nada ao teu confessor e promete a Deus tornar-te melhor no futuro». A sua assistência solícita ajudou-me verdadeiramente. Em casa fazia-me rezar, ler um bom livro, dava-me conselhos úteis…

Na manhã da festa não me deixou falar com ninguém. Acompanhou-me ao altar. Fez comigo a preparação e a acção de graças. Naquele dia criou em casa um clima especial, com momentos de recolhimento, de leitura e de oração. No final disse-me palavras que ficaram impressas para sempre no meu coração: «Meu querido, este foi para ti um grande dia. Estou convencida de que Deus tomou verdadeiramente posse do teu coração. Agora promete-lhe fazer tudo quanto possas para te conservares bom durante toda a vida…».

Aquela intensa experiência espiritual, para mim, pequenito, teve um efeito positivo e de amadurecimento. Tomei consciência de muitas coisas. Cresci no modo de julgar os valores. Deu-se uma melhoria visível no meu comportamento e nas minhas relações.

Mas o acontecimento determinante da minha história interior sucedeu por volta dos quinze anos. Foi quando tive a sorte de encontrar um mestre de vida, que me abriu os olhos do espírito: o Padre João Calosso.

A ele devo o passar de uma fé genérica, superficial, à vida espiritual. Aquele bom sacerdote responsabilizou-se por mim com generosidade, ajudou-me a resolver os meus problemas de estudo. Dei-me conta de que gostava muito de mim e podia confiar nele.

Foi uma aventura intensa, nova: Compreendi o que significa ter um grande amigo, um pai de amor forte e espiritual. Assim coloquei-me nas suas mãos. Dei-lhe a conhecer todo o meu ser: cada palavra, cada pensamento, cada acção. Deste modo, com fundamento, pôde guiar-me.

Introduziu-me numa dimensão anteriormente desconhecida. Fez-me encontrar-me com o Senhor dentro de mim, no interior da minha alma. A partir daí comecei a saborear a vida espiritual, porque antes eu agia materialmente, como uma máquina que faz as coisas sem saber a sua razão.
Experimentei o que quer dizer ter a guia estável de um fiel amigo da alma, porque antes não o tinha. O Padre Calosso, não somente corrigiu em mim certos erros de perspectiva, como me animou a confessar-me bem e com frequência, e instruiu-me sobre o modo de me aproximar com alegria e com proveito à Eucaristia.

Ensinou-me a dedicar cada dia um pouco de tempo à meditação, com a ajuda de uma leitura espiritual. Ia com frequência ao seu encontro e passava muitas horas com ele. A meditação, a leitura da Palavra de Deus e dos mestres espirituais, e a conversação com o Padre Calosso, abriram-me os olhos, tornaram-me mais consciente. Introduziram-me na compreensão profunda das coisas, ensinaram-me a olhar para o alto, a encontrar as raízes do mal no meu espírito para as expulsar e experimentar uma gratificante liberdade interior. Foi uma experiência gozosa e decisiva.


Para reflectires

João Bosco, adolescente, passou de uma fé superficial à vida espiritual graças ao Pe. Calosso, seu guia.

  • Houve experiências espirituais «fortes» na tua vida?
  • Quem influencia ou influenciou no teu amadurecimento interior?
  • Que pode significar a expressão «saborear a vida espiritual»?

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