A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, disciplina de oferta obrigatória e de frequência facultativa no sistema educativo português, tem vindo a registar mais procura nas escolas portuguesas. Alguns Secretariados Diocesanos da disciplina registam nos últimos anos subida no número de alunos e maior procura de docentes da disciplina.
Um dos casos é da região de Lisboa, onde pelo segundo ano consecutivo houve aumento do número de alunos. O Patriarcado de Lisboa avançou à revista Sábado que recebeu “cerca de 30 pedidos provenientes de diferentes agrupamentos de escolas para colocação ou reforço” de professores de EMRC, atribuindo a tendência à mudança pós-pandemia.
Em várias regiões do país, o Secretariado Nacional da Educação Cristã – órgão executivo da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé – regista sinais positivos relativamente às matrículas e à estabilidade do corpo docente, como é o caso dos Açores, Bragança ou Viseu.
Em maio deste ano, na Semana Nacional da Educação Moral e Religiosa Católica, os Bispos da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé lembraram que “a disciplina de EMRC é uma proposta de sentido e um serviço ao crescimento integral das crianças, adolescentes e jovens”. O órgão da Conferência Episcopal Portuguesa sublinha, neste cenário, “o papel imprescindível dos professores de EMRC” para o “crescimento humano, educativo, cultural e ético” dos alunos, e também “o papel e a responsabilidade das Famílias na educação dos seus filhos e educandos”.
A disciplina EMRC integra o sistema educativo português como disciplina de oferta obrigatória e de frequência facultativa, promovendo, a partir de uma visão cristã da pessoa, a formação integral do aluno.



