A turma do 5.º H, dos Salesianos de Lisboa, abraçou o desafio das “Turmas em Missão”, proposto pela Missão Dom Bosco – Fundo Solidário Salesiano, e levou a cabo uma campanha de sensibilização para apoiar famílias afetadas pela tempestade Kristin, em colaboração com a Missão Dom Bosco.
Tendo como objetivo aproximar, cada vez mais, a Missão Dom Bosco das escolas salesianas, foi proposto um caminho onde a solidariedade é também educação, ajudando os alunos a crescer como cidadãos responsáveis e cristãos comprometidos. O projeto “Turmas em Missão” pretende, assim, envolver as turmas das escolas salesianas, de forma ativa e responsável, nas causas da Missão Dom Bosco, educando para a empatia, a partilha e o cuidado com quem mais precisa.
Respondendo a esta iniciativa, a turma 5.º H, dos Salesianos de Lisboa, tornou-se protagonista, na escola, de uma campanha de sensibilização integrada na campanha da Missão Dom Bosco: “Tempestade Kristin – apoiar para reconstruir”. Os alunos organizaram-se em pequenos grupos e visitaram todas as turmas do 5.º e 6.º anos, apresentando a campanha “Tempestade Kristin – apoiar para reconstruir”, explicando o que fazer para ajudar, e deixando, em cada sala, um cartaz e um cartão com as principais informações.
A professora Tânia Brites, de EMRC, acompanhou este caminho desde o primeiro momento e sublinhou que os alunos “não puderam ficar indiferentes” à realidade de tantas casas e bens essenciais destruídos pelo mau tempo. “Perceberam que, mesmo sendo pequenos, podem dar o seu contributo e fazer a diferença na vida de alguém”, afirmou, destacando o impacto educativo e humano desta experiência.
Protagonismo juvenil
Para a professora, este foi um momento muito importante, onde os conteúdos de EMRC e Cidadania ganharam corpo em gestos concretos e em iniciativas de serviço aos outros. “As nossas crianças e jovens precisam urgentemente de pôr em prática o que falamos nas aulas. Através da Missão Dom Bosco, conseguimos concretizar estes temas, dando um pouquinho de nós e do nosso tempo para ajudar quem se encontra mais fragilizado: são gestos simples e genuínos”, explicou.
A iniciativa permitiu trabalhar competências humanas e cristãs como a empatia, a solidariedade e o sentido de responsabilidade para com o outro. “Os alunos aprendem a escutar, a colocar-se no lugar de quem vive situações de maior fragilidade e a agir de forma concreta em prol do bem comum. Ser cristão passa também por estar atento às necessidades dos outros e responder com gestos simples, mas significativos”, reforçou a professora Tânia Brites.
Por outro lado, a professora não tem dúvidas do alcance educativo deste percurso. “Estas iniciativas são imprescindíveis para o crescimento integral dos nossos alunos, contribuindo para a formação de jovens e adultos empáticos e solidários. Em cada projeto realizado em prol dos outros fica, acredito, uma pequena semente em cada um de nós. Cada criança é chamada a ser protagonista, a envolver-se ativamente, a encontrar estratégias para resolver problemas e a colocar-se no lugar do outro”, partilhou.
Da experiência vivida com o 5.º H, nasce também um apelo. “Queremos deixar uma mensagem de esperança: ninguém está sozinho. Através de pequenos gestos de solidariedade é possível fazer a diferença e ajudar a reconstruir vidas”, afirma a professora Tânia. E lança o convite: “Cada pessoa pode juntar-se a esta onda solidária, contribuindo com o que puder, divulgando a iniciativa e sendo sinal de esperança na vida dos outros”.
Alunos em ação
Ao participarem neste tipo de experiências, os alunos estão a construir uma comunidade viva, onde se vive o protagonismo juvenil.
Para o Francisco e o Frederico, de 10 anos, está a ser muito importante poder apoiar, de alguma forma, as famílias atingidas, pois esta tempestade foi algo que “os tocou”. Já a Teresa, deixa um apelo a todos: “participem [na campanha “Tempestade Kristin – apoiar para reconstruir] porque há pessoas que precisam muito mais do que nós”.











