Recurso complementar

As Pedras que Solto que não condenam

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Individual

Marca um pequeno círculo no chão com fita, giz ou uma corda, espaço suficiente para te colocares dentro dele. É o "tribunal": o lugar onde a culpa, minha ou alheia, costuma ser julgada com justiça ou não. Reúne cinco ou seis pedras pequenas (ou botões). Cada pedra representa uma condenação: pode ser um erro teu que ainda não te perdoaste, uma falha de alguém que ainda condenas, ou simplesmente o peso de sentires que precisas de ser "perfeito" para mereceres paz. Não é preciso decidir todas antes; vai simplesmente segurando uma pedra de cada vez enquanto pensas nisso. Entra no círculo e coloca as pedras no chão, à tua volta, formando um pequeno cerco fechado, como se fosses tu, ao mesmo tempo, o acusado e todos os acusadores.

Fica de pé, no centro desse cerco de pedras, em silêncio, durante um minuto inteiro, sentindo o peso de estar rodeado pela condenação, sem te defenderes nem justificares. Ao fim do minuto, abaixa-te devagar e retira as pedras uma a uma, começando pela mais próxima de ti, alargando o cerco a cada pedra removida, até nenhuma restar à tua volta. Enquanto retiras cada pedra, não precisas de dizer nada; apenas nota que o espaço à tua volta se vai abrindo. Quando já não houver pedras nenhumas, fica ainda de pé no centro, agora num espaço livre, e diz baixinho, uma só vez: "nem eu te condeno." Diz essa frase primeiro a ti mesmo, e pensa nela dirigida a outra pessoa concreta que precises de perdoar. Sai do círculo levando contigo uma das pedras, a que sentiste mais pesada, e guarda-a num bolso ou numa gaveta durante os próximos dias, como lembrete físico de que a misericórdia recebida pede para ser também entregue.

Questões para Reflexão

  1. O que senti ao ficar de pé, rodeado por pedras, sem me defender nem justificar? Foi mais fácil aceitar a condenação do que esperar o perdão?
  2. Diante de Cristo, as pedras caíram primeiro das mãos dos acusadores, e só depois do coração. A minha mão abriu-se mais facilmente do que o meu coração, ou senti as duas coisas a acontecer ao mesmo tempo?
  3. Ao dizer "nem eu te condeno" a mim mesmo, senti a mesma facilidade ou dificuldade que ao dizê-lo a pensar noutra pessoa?
  4. A pedra que escolhi levar comigo representa a condenação mais difícil de largar de vez. O que precisaria de acontecer para eu conseguir, finalmente, pousá-la?