Recurso complementar

Ele Deve Crescer, Eu Diminuir

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Individual

Precisas de duas velas (ou duas fontes de luz que possas controlar, como duas lanternas). Acende as duas ao mesmo tempo, lado a lado, com a mesma intensidade. Uma representa-te a ti, a outra representa Cristo, ou alguém que precises de colocar à frente de ti hoje. Fica a olhar as duas chamas iguais durante um minuto, em silêncio. Segue-se um movimento lento e deliberado, apagando a vela que te representa, deixando arder apenas a outra. Não apagues de repente: leva o tempo que for preciso para sentires esse gesto como um verdadeiro diminuir. Deixa apenas a segunda chama a arder, escolhe hoje prescindir de algo confortável que costumas ter sem pensar: um tempero na comida, uma almofada no sofá, um doce após o almoço. Não é um sacrifício grande, mas é uma escolha deliberada de viver, por um dia, com um pouco menos, à imagem de João no deserto. Além disso, ao longo do dia, aproveita a primeira oportunidade em que alguém te agradecer ou elogiar por algo que fizeste, para apontar fisicamente, com a mão, para outra pessoa, instrumento ou circunstância que também tenha contribuído, dizendo com verdade: "foi mais [nome/coisa] do que eu", recusando ficar no centro das atenções nesse momento. Que fruto concreto desta pequena renúncia quero que permaneça para além de hoje?

Questões para Reflexão

  1. O que senti ao apagar deliberadamente a chama que me representava, sabendo que a outra continuava a arder? Foi perda, alívio, ou as duas coisas ao mesmo tempo?
  2. João disse: "Ele deve crescer, eu diminuir." Que espaço da minha vida ainda insisto em manter aceso só para mim, quando poderia ceder luz a outra pessoa ou a Deus?
  3. Ao prescindir de algo confortável e ao apontar o mérito para outra pessoa, senti a mesma espécie de resistência interior nos dois gestos? O que isso revela sobre a dificuldade de "diminuir" voluntariamente, mesmo em coisas pequenas do dia a dia?
  4. João Batista alegrava-se por ver Jesus crescer, mesmo sabendo que ele próprio iria desaparecer. Consigo alegrar-me quando outra pessoa cresce mais do que eu?