Recurso complementar

Missão sem palavras

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Grupo

A missão é simples, mas exigente: cumprir o desafio sem recorrer à palavra. Exemplos de missão: Linha do tempo: organizar o grupo segundo um critério específico (data de nascimento, altura, ou distância de casa até ao local da dinâmica); Pesos diferentes ordenados: cada participante recebe um objeto. No grupo, os objetos têm pesos diferentes (desde um algodão até um livro pesado). O objetivo é colocá-los em fila, do mais leve para o mais pesado, sem falar; Nó Humano (Desentrelaçamento): o grupo coloca-se em círculo, fecha os olhos e estica as mãos para o centro, agarrando duas mãos diferentes de pessoas distintas. Ao abrirem os olhos, estarão num "nó" complexo. Sem soltar as mãos e sem falar, o grupo tem de se desentrelaçar até voltar a formar um círculo perfeito (ou dois círculos concêntricos); "Mapa do Tesouro" (Transporte de Objeto): Coloca-se um objeto pequeno (ex: uma pequena cruz, uma peça de madeira ou uma vela) sobre uma bandeja ou uma folha de papel que todos seguram pelas bordas. O grupo tem de transportar o objeto de um ponto da sala ao outro, superando obstáculos simples (passar por baixo de uma corda, contornar cadeiras), segurando a bandeja apenas pela ponta dos dedos. Se o objeto cair, recomeçam). Os participantes devem organizar-se, comunicar através de sinais, observar os outros e colaborar para alcançar o objetivo comum. Ao longo da atividade surgem momentos de confusão, criatividade e descoberta. Pouco a pouco o grupo percebe que a comunicação exige muito mais do que palavras. Como passo último, os participantes refletem sobre aquilo que sentiram e sobre a experiência de confiar uns nos outros sem recorrer à linguagem habitual. A escuta, a atenção e a observação constituem competências fundamentais para a vida em grupo. (Nota: é preciso escolher desafios adequados à idade do grupo, garantir a participação de todos; destacar a colaboração e conduzir cuidadosamente a reflexão final).

Questões para Reflexão

  1. Ao despertar do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara. Que sonho de Deus poderá estar escondido nesta situação? Que pessoa preciso hoje de acolher?
  2. O que foi mais difícil nesta experiência? Como comunicamos?
  3. Existe o risco de identificar silêncio com ausência de comunicação. José é silencioso, mas profundamente ativo. O que descobri sobre a escuta e o silêncio? Porque é tão difícil permanecer em silêncio? Que decisões importantes nasceram em silêncio?
  4. José nunca fala. O que me ensina José através da sua discrição?