Recurso complementar

Sem Fruto à Vista

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Individual

Escolhe uma pequena tarefa de cuidado que possas repetir facilmente todos os dias, mas que normalmente abandonas ao fim de pouco tempo por não veres resultado imediato: regar uma planta, arrumar um canto específico de casa, praticar cinco minutos de um instrumento ou língua, escrever uma linha de gratidão. Antes de começares, escreve numa pequena etiqueta ou papel colado ao objeto (o vaso, o caderno, o instrumento): "ainda não vês fruto, continua". Ao lado, desenha sete pequenos quadrados em branco, um por cada dia da semana. Compromete-te a fazer essa tarefa, uma vez por dia, durante sete dias seguidos, sabendo à partida que não vais ver qualquer resultado visível em nenhum desses dias. O único gesto extra permitido, concluída cada tarefa, é pintar um dos quadrados, sem escreveres nada mais, sem avaliares progresso, sem comparares um dia com o outro. Se um dia esqueceres ou falhares, não desistas do conjunto: continua no dia seguinte, deixando esse quadrado em branco, como parte honesta do processo.

Questões para Reflexão

  1. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não desfalecermos. Nem todas as sementes germinam no dia em que são lançadas. O que me ajuda a continuar quando já não tenho vontade? A fé ajuda-nos a continuar quando ainda não vemos a colheita. Que fruto espero que Deus faça nascer deste pequeno gesto, mesmo que eu nunca venha a vê-lo?
  2. Foi estranho fazer algo sabendo, à partida, que não veria qualquer resultado hoje? Senti vontade de "verificar" se tinha valido a pena? Em que dia senti mais vontade de desistir? O que me fez continuar (ou o que me fez falhar, se foi o caso)?
  3. Quantas vezes desisto de um gesto bom só porque não vejo fruto rápido? O que este pequeno exercício revela sobre a minha paciência real e não simplesmente o que gostaria de ter? Sete dias foram suficientes para sentir essa tentação, ou até para a vencer?
  4. Ao fim da semana, olhando para os quadrados pintados (e para os eventuais espaços em branco), o que sinto: frustração pelo que falhou, ou gratidão pelo que persisti a fazer mesmo sem ver fruto? Se continuasse este gesto todos os dias, sem nunca verificar o progresso, confiarias que, mesmo invisível para mim, algo estaria a evoluir?