"Todos perseveravam unanimemente em oração… com Maria." (At 1,14) Precisas de uma pluma leve (ou um pequeno pedaço de papel de seda, ou um floco de algodão). Atira-a ao ar, à tua frente, e o desafio é simples: não a deixes tocar no chão, usando apenas o teu sopro, para a manteres no ar o máximo de tempo possível, movendo-te pela divisão sempre que ela se afastar de ti. Não sabes para onde ela vai depois, nem quanto tempo vais conseguir sustê-la no ar. Corre atrás dela se for preciso, agacha-te, estica os braços, sopra de ângulos diferentes, mas sem lhe tocares com as mãos. Quando finalmente cair ao chão (e vai cair, mais cedo ou mais tarde), pára, respira fundo, e fica um instante a olhar para ela pousada, imóvel. Antes de voltares à tua atividade, permanece um minuto em silêncio, simplesmente esperando. Não faças nada. Espera. Permanece.
Questões para Reflexão
- Enquanto perseguia a pluma pela divisão, senti mais entusiasmo, cansaço, ou frustração por não seres capaz de a controlar completamente? Que novo começo Deus poderá estar a preparar nesta espera?
- Maria e os discípulos não sabiam para onde o Espírito os levaria, mas mantiveram-se em movimento interior, atentos, disponíveis a segui-lo. O meu sopro atrás da pluma pareceu-se com essa disponibilidade ativa, ou tentei antes controlar demasiado o seu caminho?
- Quando a pluma finalmente caiu, senti alívio ou desilusão? O que isso me diz sobre a minha relação com processos que não posso sustentar para sempre pela minha própria força, e que precisam, a certa altura, de um sopro maior do que o meu?
