Recurso complementar

A Pluma que Foge

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Individual

"Todos perseveravam unanimemente em oração… com Maria." (At 1,14) Precisas de uma pluma leve (ou um pequeno pedaço de papel de seda, ou um floco de algodão). Atira-a ao ar, à tua frente, e o desafio é simples: não a deixes tocar no chão, usando apenas o teu sopro, para a manteres no ar o máximo de tempo possível, movendo-te pela divisão sempre que ela se afastar de ti. Não sabes para onde ela vai depois, nem quanto tempo vais conseguir sustê-la no ar. Corre atrás dela se for preciso, agacha-te, estica os braços, sopra de ângulos diferentes, mas sem lhe tocares com as mãos. Quando finalmente cair ao chão (e vai cair, mais cedo ou mais tarde), pára, respira fundo, e fica um instante a olhar para ela pousada, imóvel. Antes de voltares à tua atividade, permanece um minuto em silêncio, simplesmente esperando. Não faças nada. Espera. Permanece.

Questões para Reflexão

  1. Enquanto perseguia a pluma pela divisão, senti mais entusiasmo, cansaço, ou frustração por não seres capaz de a controlar completamente? Que novo começo Deus poderá estar a preparar nesta espera?
  2. Maria e os discípulos não sabiam para onde o Espírito os levaria, mas mantiveram-se em movimento interior, atentos, disponíveis a segui-lo. O meu sopro atrás da pluma pareceu-se com essa disponibilidade ativa, ou tentei antes controlar demasiado o seu caminho?
  3. Quando a pluma finalmente caiu, senti alívio ou desilusão? O que isso me diz sobre a minha relação com processos que não posso sustentar para sempre pela minha própria força, e que precisam, a certa altura, de um sopro maior do que o meu?