Antes de continuares a ler mais além, pega numa folha e escreve, em letras grandes, a palavra "SIM". Assina por baixo com o teu nome, como quem assina um propósito. Faz isto agora, sem saberes ainda o que se segue. Só após a assinatura, continua: escreve em cinco pequenos papéis, cada um, uma pequena tarefa ou atitude que estarias disposto a fazer hoje (por exemplo: "ligar a alguém que evito há tempo", "fazer uma tarefa doméstica que detesto", "ficar 10 minutos em silêncio sem telemóvel", "pedir desculpa a alguém", "oferecer o meu lugar ou vez a alguém"). Escreve-as tu mesmo, sem pensar em qual preferes. Dobra os cinco papéis, mistura-os bem, e tira um à sorte, sem escolheres. Como já assinaste o teu "sim" antes de saberes o que sairia, cumpre agora essa tarefa, sem negociar, sem trocar por outra, sem adiares para mais tarde. É o teu “sim” que está em causa… Em consequência deste anúncio, Maria pôs-se a caminho para visitar Isabel “apressadamente”: para onde te envia hoje o teu 'sim'? Antes de responderes, permanece um minuto em silêncio. Nenhuma resposta cristã nasce antes de uma escuta.
Questões para reflexão
- Que convite de Deus me assusta neste momento? Que me faria dizer “não” em vez de “sim”?
- Que senti ao assinar um "sim" sem saber ainda o que estava a aceitar (um cheque em branco)? Foi mais fácil comprometer-me às cegas, ou senti resistência mesmo antes de saber o custo?
- Quando li a tarefa que saiu à sorte, tive vontade de voltar atrás no meu "sim"? O que isso revela sobre a diferença entre um sim condicional e um sim verdadeiramente incondicional?
- Maria disse "sim" sem saber todos os detalhes do que a esperava, sem garantias, sem segurança. O que me impede, habitualmente, de dizer sim antes de ter todas as respostas?
