Organiza-se a sala como um pequeno "mercado de talentos". Neste mercado não se compram objetos. Repartem-se talentos. Após a leitura do desafio, os jovens identificam uma capacidade, conhecimento ou qualidade que pode colocar ao serviço dos outros e regista-a num cartão, que é exposto nas diferentes "bancas" do mercado. Podem surgir talentos artísticos, desportivos, relacionais, criativos, técnicos ou organizativos. Antes da distribuição, o animador faz um gesto muito simples. Recolhe todos os elementos. Faz alguns segundos de silêncio. Diz: "Obrigado."
Só depois devolve ao grupo. A partir daqui, há um período de circulação livre, durante o qual os participantes descobrem os talentos dos colegas e exploram possíveis formas de colaboração. Num segundo momento, o grupo recebe um desafio comum que só poderá ser concretizado através da combinação dos diferentes talentos disponíveis. Quando foi que o pouco deixou de parecer pouco? Quando colocado em comum e acrescentado com os talentos de outros? Na fase de conclusão, exprime-se como é bela a riqueza que nasce quando cada um coloca os seus dons ao serviço da comunidade. No entanto, não esqueçamos, nem tudo aquilo que alimenta nasce apenas das nossas capacidades: foi preciso o milagre de Jesus! Em que outro momento da vida de Jesus voltamos a encontrar estes mesmos gestos?
Questões para Reflexão
- Que talentos descobri no grupo? Quem foi hoje o rapaz dos cinco pães?
- Que capacidades minhas podem ajudar os outros? Diante da abundância de Jesus, que sobrou hoje nos nossos “doze cestos”?
- O que senti ao manifestar os meus dons?
- Porque é importante dar valor a diferentes talentos?
- O que nos ensina esta experiência sobre os pães e os peixes?
