Os discípulos não pediram milagres nem respostas. Pediram simplesmente que Jesus lhes ensinasse a rezar. Provavelmente também nós ainda estejamos a aprender. Procura um dicionário (físico ou app) ou um livro pesado para ter à mão. Sem pensar, abre o livro numa página ao acaso e, sem olhar, pousa o dedo numa palavra qualquer da página: essa é a tua "palavra do momento", escolhida inteiramente pelo acaso. Agora, seja qual for a palavra que saiu (pode ser "janela", "sistema", "amargo", "repetir", qualquer coisa, mesmo sem relação aparente com a oração), faz uma pausa de silêncio durante dois minutos e tenta rezar apenas a partir dessa palavra, sem forçar um sentido espiritual bonito, apenas deixando que ela te leve a um pensamento, uma gratidão, um pedido, uma pergunta a Deus. Se não vier nada, fica só no silêncio, sem preencher o vazio com palavras bonitas. No fim dos dois minutos, não digas mais nada. Levanta-te e continua o teu dia normalmente, sem procurar "fechar" a experiência com uma frase de conclusão.
Questões para reflexão
- Quem te ensinou a rezar?
- Foi mais difícil rezar a partir de uma palavra que não escolhi do que a partir de temas que costumo trazer para a oração? Porquê?
- Nos momentos em que não veio nada, o que senti (vazio incómodo, paz, tentação de desistir)? Como resisti (ou não) à vontade de preencher o silêncio?
- Costumo orar só com as palavras que já domino e que me são confortáveis. O que esta experiência me revela sobre a diferença entre rezar com palavras e deixar-me surpreender na oração?
