Precisas de um telemóvel ou de um relógio com alarme. Antes de continuares o que estavas a fazer, define um alarme para tocar num momento aleatório dentro dos próximos 7 a 10 minutos. O acaso apenas escolhe o momento. A voz de Deus nunca é aleatória. Usa um gerador de números aleatório (ou lança dois dados) para escolheres o minuto exato, sem saberes de antemão quando vai soar. Continua a tua vida normalmente. Quando o alarme tocar (de surpresa, a meio de qualquer coisa) pára imediatamente o que estás a fazer. Samuel ouviu o seu nome. Antes de responder, pronuncia lentamente o teu próprio nome. Fecha os olhos por 10 segundos, e diz em voz alta, mesmo que sozinho: "Fala, que o Teu servo escuta." Seguidamente, sem julgar nem filtrar, anota mentalmente (ou num pequeno movimento físico, como pôr a mão sobre o peito) a primeira coisa que te veio à mente nesse silêncio de 10 segundos (um pensamento, uma preocupação, um rosto, uma palavra). Não decidas se é "importante" ou "espiritual"; apenas repara no que emergiu quando foste interrompido sem aviso. Diz lentamente: «Aqui estou.» Existe alguma chamada que sinto há muito tempo, mas continuo a adiar?
Questões para reflexão
- O que senti no instante entre o alarme tocar e fazê-lo parar: resistência, alívio, irritação? O que isso diz sobre a minha disponibilidade real para ser interrompido?
- O que emergiu nesses 10 segundos de silêncio forçado revela algo que já estava lá, escondido pelo ruído do dia, e que eu só não tinha parado para ouvir?
- Samuel precisou de ser chamado três vezes até reconhecer a voz. Quantas "chamadas" (pequenas interrupções, coincidências, inquietações) já ignorei hoje sem lhes dar importância?
- Quem tem sido o meu Eli? Quem me ajudou a reconhecer melhor aquilo que Deus pode estar a dizer-me?
