Quem não gosta de receber ou de dar uma boa notícia em momentos de dificuldade, ou de busca de soluções para uma situação delicada? Por outro lado, por trás de uma boa notícia há sempre uma tomada de decisão em vista do bem. Tal decisão implica diálogo, escuta e vontade de agir.
Como civilização humana, vivemos num mundo em que estamos sedentos de boas notícias: do fim das guerras, dos conflitos, da fome, da pobreza, da miséria, dos conflitos entre as pessoas etc.
A época em que Jesus viveu era completamente diferente da nossa. Porém, há situações na humanidade que são permanentes, mudando apenas as motivações e os interesses particulares. Assim sendo, havia naquele tempo guerras, conflitos, fome, pobreza, miséria e conflitos entre as pessoas. Mas foi precisamente nesse mundo que Jesus atuou como uma boa notícia de Deus. Evidentemente, para que essa notícia chegasse até nós, era preciso que alguém, como nós, transmitisse a mensagem, a fim de que pudesse ser compreendida, aceite e vivida.
A pessoa enviada por Deus para cumprir essa missão é Jesus. Por isso, Ele é humano como nós (Jo 1,14) e compreende-nos, porque foi “testado” em tudo como nós, menos no pecado (Hb 4,15). Pecar é dizer não ao amor de Deus, coisa que Jesus Cristo nunca fez; ao contrário, Ele sempre experimentou ser amado por Deus, seu Pai. De facto, em momentos importantes da sua vida terrena o Pai declarou seu amor filial por Ele, como, por exemplo, na hora do seu Batismo no Rio Jordão (Mc 1,9-11).
É importante observar que é dessa experiência de amor e comunhão que nasceu o projeto de Deus Pai de se comunicar connosco. Por isso, pairou sobre Jesus o Espírito Santo; pois Ele é o “Filho bem-amado” (Cl 4,22), que somos convidados a escutar sempre (Cl 9,36).
Desse modo, podemos afirmar que a boa notícia de Deus é a própria pessoa de Jesus na sua totalidade: história, missão e mensagem. O conteúdo central dessa mensagem é que Deus ama a humanidade; motivo pelo qual se encarnou em Jesus Cristo.
Por isso, esse Homem é Deus connosco. Somente uma pessoa profundamente humana e totalmente amada por Deus poderia transmitir-nos esse amor divino por todos nós e convocar-nos a ver os outros como irmãos e o mundo como a nossa casa comum. Nesse sentido, Jesus Cristo é para nós, ao mesmo tempo, Filho de Deus e nosso irmão.
Essa boa notícia o evangelista Marcos chamou de “Boa-nova”, que corresponde ao sentido da palavra grega Evangelho. Por isso, quando o Evangelho é proclamado na celebração da missa, diz-se: “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, Marcos, Lucas ou João”. Por outro lado, esses quatro textos e os demais livros do Novo Testamento são as principais fontes que temos para conhecer a boa notícia que Jesus nos trouxe. Por causa disso, no final de cada reflexão indicaremos um texto do Novo Testamento para leitura e oração, pessoal ou em grupo, como modo de aprofundarmos o tema.
Sugestão de leitura: Parábola da “Casa sobre a rocha” (Mt 7,24-27).








