Organiza-se a sala como um pequeno museu, espalhando por diferentes mesas ou paredes um conjunto de fotografias que retratam cenas do quotidiano: uma estrada, um banco vazio, uma porta entreaberta, uma mochila abandonada, uma tempestade, um abraço, um nascer do sol, uma mesa preparada ou outras imagens sugestivas. Formam-se seguidamente pequenas equipas e desafia-se cada uma a escolher cinco fotografias que, em conjunto, contem a história de uma pessoa que perdeu a esperança. A partir dessas imagens, constroem uma breve narrativa, atribuindo um nome à personagem e imaginando o seu percurso. Concluída a apresentação, distribui-se um novo conjunto de fotografias e a indicação: «A história não terminou aqui.» Sem alterar os acontecimentos já narrados, as equipas são convidadas a prolongar a história, descobrindo novos encontros, sinais ou acontecimentos que lhe devolvam sentido e esperança. Para este segundo bloco de fotos, discretamente introduzem-se uma imagem de caminho, uma mesa, pão ou companhia, sem explicar. No termo desta etapa, apresentam a versão completa da narrativa e escolhem uma das fotografias da primeira parte, escrevendo no seu verso a frase: «Só agora percebemos que…» Para a conclusão desta dinâmica, faz-se uma reflexão sobre os discípulos de Emaús, reconhecendo que Jesus não mudou os acontecimentos da sua vida, mas ensinou-os a reler a própria história com um olhar novo. Percebe-se, assim, como muitas experiências só revelam o seu verdadeiro significado quando Deus caminha connosco e nos ajuda a reconhecer que a esperança nunca tem a última palavra. Pode-se acabar pedindo que cada pessoa (não equipa) escolha, das fotografias todas espalhadas pela sala, uma imagem que representa alguém real que conhece e que hoje pode estar a viver uma "história inacabada" e que decida, ali mesmo, um ato que vai fazer por essa pessoa esta semana.
Questões para Reflexão
- Em que fotografia poderia Jesus já estar presente sem ser reconhecido?
- Que história da tua vida sentes que ficou "cortada a meio", como se lhe faltasse um final?
- Há momentos em que, olhando para trás, percebes que Deus estava presente mesmo quando na altura sentiste que estava ausente? O que mudou desde então: os factos, ou o teu olhar sobre eles?
- Quem já foi, sem porventura saber disso, um "companheiro de Emaús" na tua vida?
- Que história minha gostaria hoje de reler com outros olhos?
- Achas que há histórias que só ganham sentido muito tempo depois de acontecerem? Como se aprende a ter paciência com isso? Pensa em alguém, hoje, cuja história parece "inacabada" ou sem esperança. Que gesto simples (não uma solução, apenas companhia) podes oferecer-lhe esta semana?
