Começa uma atividade bem divertida e envolvente (um jogo de equipas, um desafio, um torneio qualquer). Fundamental é que o grupo esteja entusiasmado e distraído, a gostar do que está a fazer. A meio do jogo, sem pré aviso nenhum, o animador para tudo. Aponta para 2 ou 3 pessoas (pode ser sortear à sorte, para reforçar a arbitrariedade) e é dito, num tom firme mas calmo: "Preciso que levem isto agora. Não é para discutir, é para fazer." Entrega-se um objeto pesado e incómodo (uma trave de madeira, uma mochila cheia de livros/garrafas de água, um caixote) e pede-se que o transportem até um ponto definido, enquanto os outros continuam o jogo sem eles. Regra decisiva: não dar espaço a quem é escolhido de poder recusar nem perguntar "porquê eu?". Só sabe que tem de o fazer. Os escolhidos caminham com o peso até ao ponto combinado. Os outros continuam a divertir-se sem eles (o contraste é propositado: uns são tirados da festa, outros nem reparam). Uma vez realizada a tarefa, reúnem-se todos e dialogam sobre o que ali aconteceu. Deus não envia o sofrimento; convida-nos a descobrir como o viver com amor quando ele aparece. No fim, o animador entrega a cada um uma pedrinha pequena para levar no bolso durante a semana para lembrar que há pesos dos outros que podemos ajudar a carregar sem sermos pedidos. Sugere-se que, durante a semana, cada participante realize pelo menos um gesto concreto de ajuda a alguém.
Questões para Reflexão
- No momento em que foste escolhido, o que sentiste primeiro: irritação, estranheza, injustiça ou curiosidade?
- Esse sentimento durou todo o percurso? O que o fez mudar? Se pudesses voltar atrás e recusar, terias feito diferente? Porquê?
- Aos restantes: Repararam nos colegas a serem tirados do jogo, ou continuaram como se nada fosse? O que é mais fácil de fazer no dia a dia: continuar a "jogar" sem reparar em quem foi tirado da festa, ou parar para ver o que aconteceu com ele?
- A todos: já viveste um "momento Simão de Cirene": algo que não escolheste fazer, que caiu em cima de ti na pior altura? Em que situação ajudaste alguém a carregar a sua cruz? Olhando para trás, esse peso trouxe-te só cansaço, ou também te aproximou de alguém, te ensinou algo, ou te mudou de alguma forma? Que cruzes decidiste “não carregar”?
- Quando foi que deixei de ajudar por obrigação e comecei a fazê-lo por amor?
