Procura um lugar calmo e coloca-te numa posição cómoda. Fecha os olhos, respira devagar e diz interiormente: vou entrar, em silêncio, na casa de Betânia, a casa onde Jesus era amigo de Marta, Maria e Lázaro. Uma casa onde era esperado, onde comia, descansava e era simplesmente Ele mesmo. Lê devagar João 11,1-6.17-20.32-36, parando um pouco em três momentos: "Jesus amava Marta, e sua irmã, e Lázaro"; "comoveu-se profundamente e perturbou-se"; e, mais demoradamente, "Jesus chorou" (um Deus que chora por um amigo). Fecha os olhos e imagina-te dentro dessa casa, sentindo a simplicidade daquela amizade (os sons, o ambiente de amizade, os cheiros, a vida). Pergunta-te: como seria estar naquela mesa, com Jesus como amigo próximo, sem pressa nem necessidade de impressionar? Recorda agora que Jesus não estava presente quando Lázaro adoeceu, e que, na Sua ausência, Lázaro morreu. Deixa que isto te interpele, em silêncio: há algo em mim que "morre" quando Jesus está ausente? O que é preciso em ti que Jesus revigore: uma esperança, uma alegria, uma paz que se apaga quando deixo de O procurar? Pergunta-te: na minha casa interior, que lugar ocupa Marta, ocupada e inquieta? E que lugar ocupa Maria, sentada à escuta? Escreve agora uma breve carta a Jesus, começando com as palavras de Marta e Maria: "Senhor, se estivesses aqui…" Continua com a tua própria vida: o que mudaria se O sentisses mais presente? Marta representa aquilo que te inquieta. Maria o que é preciso escutar. Lázaro o que gostarias de ver renascer. Termina relendo devagar: "Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?" Fica mais um minuto em silêncio, e guarda a carta como recordação deste momento.
Questões para reflexão
- Como seria, para mim, estar naquela mesa em Betânia, com Jesus como amigo próximo, sem pressa nem necessidade de impressionar?
- Há algo em mim que "morre" quando Jesus está ausente da minha vida?
- O que mudaria em mim se sentisse Jesus verdadeiramente presente no meu dia a dia?
- Que "Lázaro" dentro de mim gostaria de ver renascer?
- Consigo crer, como Marta, que ainda hoje posso ver "a glória de Deus" na minha vida?
