Recurso complementar

O Desvio Inesperado

Tipo
Dinâmica
Modalidade
Individual

Antes de saíres de casa (ou do local onde estás), decide um pequeno percurso que costumas fazer sem pensar (o caminho até à escola/trabalho, até à paragem do autocarro, até ao elevador, até …).

Procura hoje fazê-lo por um caminho diferente: mais longo, com um desvio que nunca costumas fazer, mesmo que pareça absurdo ou sem sentido. Tal como nunca escolhemos quem vamos encontrar pelo caminho, também hoje não escolhes o percurso que te será dado. Durante esse caminho inesperado, presta atenção deliberada a três coisas ou pessoas que normalmente ignorarias (uma rachadela no chão, alguém sentado a um canto, um som que normalmente filtras). Não precisas de agir sobre nenhuma delas: só de as ver de verdade, como se fosse a primeira vez. Durante este trajeto, obriga-te a caminhar um terço mais devagar do que o normal, sem pressa nenhuma, só para dar tempo aos teus olhos de reparar no que a velocidade normalmente esconde. Se, durante o percurso, encontrares uma pequena oportunidade real de aproximação (cumprimentar alguém, segurar uma porta, agradecer, ajudar discretamente), acolhe-a sem a procurares artificialmente.

Questões para reflexão

  1. Das três coisas ou pessoas que reparei, havia alguma que já tinha visto antes, mas nunca tinha realmente olhado? O que me impediu, até agora, de a ver?
  2. Se em vez de um desvio simbólico fosse um desvio real na minha vida: parar por alguém que sofre, o que me custaria mais: o tempo perdido, o desconforto, ou não saber o que fazer?
  3. O sacerdote e o levita também "viram" o homem ferido, apenas não pararam. O que distingue, em mim, o simples ver do verdadeiro parar?
  4. Hoje foste tu a mudar de estrada. Em que momentos sentes que Deus mudou de estrada por tua causa? Quem mudou verdadeiramente de estrada nesta parábola? O Samaritano… ou Deus?