Recurso complementar

A Torre Que Não Caiu

Tipo
Conto
Modalidade
Grupo / Individual

Todos os anos a cidade organizava um concurso de construção. As equipas tinham de construir a torre mais alta possível utilizando apenas materiais reciclados. Quando as inscrições abriram, surgiu imediatamente uma equipa favorita. Chamavam-se "Os Titãs". Eram mais velhos, mais experientes e tinham vencido os últimos três concursos. Entre os participantes estava também uma pequena equipa formada por quatro jovens que nunca tinham concorrido. Os outros riam-se.

– Nem sequer chegam a meio da altura dos Titãs.

Durante semanas, toda a gente observou os favoritos. Tinham materiais impressionantes. Ferramentas modernas. Grandes planos. Entretanto, os quatro jovens trabalhavam discretamente. Enquanto os outros procuravam construir mais alto, eles dedicavam-se a construir melhor. No dia final, uma tempestade inesperada atingiu a praça. As torres começaram a abanar. Uma após outra foram caindo. A enorme torre dos Titãs desmoronou-se em poucos minutos. A pequena torre dos quatro jovens permaneceu firme. Quando anunciaram o resultado, ninguém conseguia acreditar. Mais tarde, um jornalista perguntou ao líder da equipa qual tinha sido o segredo. Ele respondeu:

– Toda a gente estava a olhar para a altura. Nós passámos o tempo a reforçar as bases.

Ligação ao Tema

À primeira vista vence quem parece maior. A história de David e a própria vida mostram muitas vezes exatamente o contrário. David e os quatro jovens chegam à vitória pelo mesmo caminho: reforçando aquilo que ninguém via antes de procurar impressionar quem os observava. Porém, a verdadeira questão não está no que parece maior, mas naquilo que é mais sólido. David vence porque vê a realidade de forma diferente: olha para Golias a partir da confiança em Deus e não do medo. Os maiores desafios da vida raramente se resolvem através da força exterior, mas através da confiança, da preparação e da inteligência.

Questões para Reflexão

  1. Os Titãs impressionam pela altura, pelos materiais e pela experiência, tal como Golias impressiona pela armadura e pela estatura. Mas o que decide o resultado é aquilo que ninguém via: as bases. David também recusa a armadura de Saul e enfrenta Golias com aquilo que já conhecia: a funda, a confiança na sua experiência com os rebanhos, e a fé em Deus. Nos desafios que enfrento, tenho tendência a tentar "parecer" tão forte quanto o problema que tenho pela frente, ou procuro antes reforçar aquilo que, por dentro, me sustenta de verdade?
  2. Toda a gente ri da equipa dos quatro jovens antes do concurso começar, tal como o exército de Israel duvida de David por ser jovem e sem experiência de combate. Já fui subestimado (ou subestimei-me a mim próprio) por não corresponder à imagem "esperada" de quem seria capaz de vencer um determinado desafio? Como reagi a isso?
  3. O líder da equipa vencedora diz: "toda a gente estava a olhar para a altura, nós passámos o tempo a reforçar as bases." Que "altura" ando eu a tentar construir na minha vida, talvez à pressa, para impressionar ou competir, enquanto talvez estivesse mais a precisar de investir tempo a reforçar as minhas próprias "bases" (valores, confiança, relação com Deus, hábitos sólidos)?