No dia 1 de junho comemoramos o Dia da Criança, que é o mesmo que dizer comemoramos o direito a ser criança, a estudar, a desenvolver-se, a viver em paz e segurança, a ser protegida, a realizar-se…
O Dia da Criança comemora a data em que foi pela primeira vez proclamado o Dia Internacional da Criança durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança que decorreu a 1 de junho de 1925 em Genebra, na Suíça.

A humanidade deve dar à criança o melhor que tem
Nesse primeiro documento “os homens e mulheres de todas as nações reconhecem que a humanidade deve dar à criança o melhor que tem, afirmando os seus deveres, independentemente de qualquer consideração de raça, nacionalidade ou credo”. Em cinco artigos eram fixados alguns princípios: “A criança deve ser colocada em condições de se desenvolver de maneira normal, material e espiritualmente. A criança que tem fome deve ser alimentada; a criança doente deve ser cuidada; a criança que está atrasada deve ser encorajada; a criança em conflito com a lei deve ser recuperada; a criança órfã e abandonada deve ser recolhida e resgatada. A criança deve ser a primeira a receber ajuda em caso de perigo. A criança deve ter meios de subsistência e deve ser protegida contra toda a exploração. A criança deve ser educada com o sentimento de que as suas melhores qualidades devem ser colocadas ao serviço do próximo”.
Existe ainda um dado relevante: 61% dos alunos que frequentam as escolas são rapazes e apenas 31% são meninas
Entre os direitos reconhecidos à infância – e, mais tarde, consagrados na Declaração dos Direitos das Crianças que a Organização das Nações Unidas ratificou a 20 de novembro de 1959 – estão os direitos à vida, à educação, à alimentação, à água potável, à saúde, à identidade, à liberdade e à proteção, que são considerados direitos fundamentais.

Alguns exemplos salesianos
Em muitas partes do mundo, onde a guerra, a perseguição, a pobreza e o subdesenvolvimento negam direiros fundamentais, existem inúmeros exemplos de obras salesianas que ajudam a superar as diferenças.
Segundo os dados recolhidos no documento “Dados e Estatísticas” para o 28.º Capítulo Geral da Sociedade de São Francisco de Sales (em que se ressalva que os dados apresentados são, em alguma medida, incompletos e/ou desatualizados), existiam em todo o “mundo salesiano” 3.299 escolas salesianas, nos vários niveis de ensino, escolas maternas, primárias, primeiro grau, segundo grau, técnicas, de alfabetização e paroquiais. Neste universo estão envolvidas 60.177 pessoas, sejam elas salesianos, leigos ou voluntários. Os destinatários são 985.874, ainda com um dado relevante: 61% deles são rapazes e apenas 39% são raparigas. Para além das escolas, existem 537 lares e internatos salesianos que acolhem 42.058 estudantes, e nos quais trabalham 4.262 salesianos, leigos e outros religiosos. A somar a estes, os números de algumas obras especiais de assistência a jovens marginalizados: 226 estruturas para jovens de rua; 179 estruturas com serviços para jovens com necessidades especiais; 108 obras dedicadas a migrantes e refugiados; 117 instituições de acolhimento e acompanhamento para recuperação e reabilitação; 307 serviços específicos para o combate ao abandono escolar; 56 obras de integração em bairros populares; 112 estruturas de assistência e apoio a famílias com dificuldades na sua função educativa; e ainda 40 obras de apoio à saúde em territórios de missão e em ambientes desfavorecidos.

Publicado no Boletim Salesiano n.º 615 de maio/junho de 2026
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