Ordenação Pe. João Ensina: um “sim” generoso à vocação

A igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, dos Salesianos de Lisboa, acolheu no passado sábado, 17 de janeiro de 2026, a ordenação presbiteral do Pe. João Ensina. A celebração foi vivida num ambiente de profunda alegria, gratidão e comunhão eclesial.

A Igreja conta com um novo presbítero, o diácono João Ensina foi ordenado sacerdote depois de um caminho vocacional mais tardio, mas vivido como dom e missão ao serviço da Igreja, com especial atenção aos jovens, no carisma salesiano.

A ordenação presbiteral, presidida por D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar emérito de Lisboa, reuniu familiares, amigos, comunidades salesianas e muitos jovens que acompanharam de perto o percurso vocacional de João Ensina. Durante a homilia, o bispo sublinhou que a ordenação é motivo de “uma alegria profunda, que nasce no coração de Deus”. Recordando o lema escolhido pelo novo sacerdote – “Consagro-Me por eles, para eles também serem consagrados na verdade” (Jo 17,19) -, afirmou é “uma janela aberta para a identidade do sacerdócio”, ajudando a compreender o sentido da missão a que João Ensina é chamado.

Ministério vivido com coração salesiano

Já como presbítero, João Ensina dirigiu-se à assembleia com palavras de gratidão. Explicou que cada pormenor da ordenação foi pensado “para a glorificação da Verdade — a Verdade que é Cristo” e recordou o caminho que o trouxe até este dia, evocando as pessoas e os contextos que moldaram a sua vocação: a terra onde cresceu, o mundo da educação, os alunos e todos aqueles com quem aprendeu a amar e a servir. “Muitos de vós conheceis-me bem: os campomaiorenses que me viram crescer, os colegas de profissão com quem aprendi a amar e a servir o mundo da educação, os alunos com quem tive a graça de caminhar ao longo da vida.”, sublinhou.

Reconhecendo que o sacerdócio nasce da consciência das próprias fragilidades e da disponibilidade para se deixar conduzir por Deus com fé, afirmou: “Cristo não escolhe os melhores segundo os critérios do mundo. Ele escolhe aquele que, consciente das suas limitações humanas, se dispõe a celebrar com fé os mistérios de Cristo e a trabalhar pela santificação do povo cristão”.

Para o novo presbítero, o sacerdócio não se reduz a funções ou tarefas, mas é, antes de tudo, um ministério de misericórdia vivido em comunhão com a Igreja. Numa imagem simbólica e expressiva, referiu: “o paramento não é apenas beleza estética, mas o manto que cobre as fragilidades humanas daquele que celebra os mistérios de Cristo”.

Dirigindo, também, algumas palavras especiais aos jovens, o Pe. João Ensina reconheceu-os como “expressão concreta e luminosa do amor de Deus” e pediu-lhes que o vejam com realismo e esperança, não como alguém perfeito, mas como alguém de quem Cristo Se serve. O neo-sacerdote concluiu a sua intervenção consagrando-se, e ao seu ministério, a Maria, afirmando o desejo de viver este sacerdócio “com alegria, fidelidade e coração salesiano”, à maneira de Dom Bosco.

Coragem e fidelidade na vocação

No final da celebração, o Pe. Tarcízio Morais, Provincial dos Salesianos, dirigiu, também, algumas palavras à assembleia e, em especial, ao neo-sacerdote.

Agradecendo ao Pe. João Ensina a sua consagração, exortou-o a anunciar sempre a Palavra de Deus com “coragem, humildade e alegria”. Aos jovens, deixou o desafio de olharem para este testemunho como inspiração para o seu próprio discernimento vocacional, encorajando-os a responder com generosidade ao chamamento do Senhor. “Se o Senhor vos chama, não tenhais medo de responder, procurai discernir com sinceridade e generosidade o caminho a que Deus vos convida”, sublinhou.

Concluindo, destacou a alegria visível no rosto do novo sacerdote e pediu-lhe fidelidade aos compromissos assumidos: “Que o Senhor te ajude a viver plenamente esta missão: sermos sinais e portadores do amor de Deus, especialmente junto dos jovens, com um coração disponível, alegre e fiel”.

Artigos Relacionados

Reportar Erro

Reportar Erro

Encontrou algum problema? Diga-nos o que aconteceu.