Papa defendeu que a política deve promover o bem comum e classificou como inaceitável a desproporção entre ricos e pobres.
Foi no encontro com representantes de 68 países, que participaram no Jubileu dos Governantes, entre 20 e 22 de junho, que o Papa Leão XIV definiu a ação política como “a mais alta forma de caridade”. O Papa defendeu que é tarefa dos políticos promover e tutelar o bem comum, “especialmente em defesa dos mais frágeis e marginalizados”. “Trata-se, por exemplo, de lutar para superar a inaceitável desproporção entre uma riqueza possuída por poucos e uma pobreza sem limites”, referiu Leão XIV. E acrescentou: “Este desequilíbrio gera situações de injustiça permanente, que facilmente levam à violência e, mais cedo ou mais tarde, ao drama da guerra. Por outro lado, uma boa ação política, favorecendo a justa distribuição dos recursos, pode prestar um serviço eficaz à harmonia e à paz, tanto a nível social como no âmbito internacional”. No seu discurso defendeu a importância da liberdade religiosa e do diálogo inter-religioso, respeitoso e construtivo, tomando por referência a “lei natural”, “que une todos”.
“A Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada e proclamada pelas Nações Unidas a 10 de dezembro de 1948, já pertence à herança cultural da humanidade”, defendeu. “Este texto, sempre atual, pode contribuir em grande medida para colocar a pessoa humana, na sua integridade inviolável, como fundamento da busca da verdade, para restituir a dignidade a quem não se sente respeitado no seu íntimo e nas exigências da sua consciência”.
Já no domingo, com a multiplicação dos conflitos no Médio Oriente nesses dias, no final da oração do Angelus, também incluído no programa do Jubileu dos Governantes, Leão XIV enviou aos governantes uma mensagem: “a humanidade clama e invoca a paz. É um grito que exige responsabilidade e razão, e não deve ser sufocado pelo fragor das armas e por palavras retóricas que incitam ao conflito. Cada membro da comunidade internacional tem uma responsabilidade moral: deter a tragédia da guerra, antes que ela se torne um precipício irreparável. Não existem conflitos «distantes» quando a dignidade humana está em jogo”.
Fotografia: Vatican Media
Publicado no Boletim Salesiano n.º 610 de julho/agosto de 2025
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