TU TENS CADA UM DE NÓS GRAVADO NA PALMA DA TUA MÃO

Rui Santiago, cssr (texto), Miguel Cardoso (fotografia) | jun 01, 2016
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Desde os tempos dos nossos antepassados resgatados da escravidão do Egipto que aprendemos a chamar-Te “Deus da Aliança”. Aliança é um Nome que Te fica bem, Te assenta à medida, porque Te comprometes naquilo que prometes. És o Deus da Aliança, porque tiveste a ousadia de Te comprometer com um bando de escravos e lhes dizer: “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu Povo!” Os Profetas, depois, ainda Te arranjaram frases mais curtas para usares com o teu Povo: “És Meu!” Assim mesmo, leal e direto, para que não cresçam daninhas as dúvidas dentro de nós. Se és Pai, porque temos medo? Se és Mãe, porque não confiamos? Se somos Teus, porque vivemos tão desmandados? O Profeta Isaías disse uma vez que Tu tens cada um de nós gravado na palma da tua mão. Como se o Amor que Tu nos tens fosse ferro em brasa que Tu suportas. Nas palavras dele, Tu és todo Mãe, e não Te é possível esquecer aqueles que geras nas Tuas entranhas de misericórdia: “Poderá uma mãe esquecer o filho que gerou nas suas entranhas? Pois EU juro-vos: ainda que isso seja possível, é impossível que EU Me esqueça daqueles que gerei… EU tenho a vossa imagem gravada na palma da minha mão”.

É impossível fazer com que Tu desistas de nós.

Existe em nós a possibilidade terrível de nos fecharmos ao amor, de nos blindarmos a todos os teus sinais e mediações, mas é impossível fazer com que Tu não nos ames e não nos queiras fazer bem. Somos Teus. Não somos da morte nem da tristeza, somos Teus. Somos teus filhos e somos da tua raça. Jesus de Nazaré viveu entre nós a plenitude desta Vocação, que é de todos e para todos. Jesus transformou o teu grandioso sonho para os teus filhos num programa de vida concreto, numa existência humaníssima: opções imitáveis, gestos realizáveis, palavras entendíveis.

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É por isso que não me convence nenhuma “fé” que não humaniza os seus crentes. Não me convence nenhum “culto” que não torna mais amáveis os seus cumpridores. Porque estou rendido a Jesus, e uma vida como a d’Ele é que me convence. Só o que é Humano é digno de fé. Até Deus.  

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