Padre Carlo Crespi: “Padre dos Pobres” dá nome a unidade de saúde

Na cidade de Legnano, da província de Milão, Itália, uma nova Unidade de Saúde Residencial recebeu o nome do Padre Carlo Crespi (1891-1982), missionário salesiano no Equador.

Uma nova Unidade de Saúde Residencial na cidade de Legnano, da província de Milão, Itália, recebeu o nome do sacerdote salesiano Servo de Deus Padre Carlo Crespi, natural de Legnano. A unidade com capacidade para 40 utentes terá diferentes valências: doenças neurológicas, traumatismos e alguns tipos de deficiência.

A homenagem partiu da Cooperativa Social “Anteo”, gestora da unidade, da Organização Sem Fins Lucrativos de Utilidade Social “Padre Carlo Crespi” e da cidade de Legnano.

A inauguração e a bênção do espaço foram precedidas de uma palestra em que participou o presidente da causa da canonização do Padre Crespi, Monsenhor Carlo Galli, que recordou a caridade do sacerdote com os pobres. “O Padre Carlo Crespi não deve ser apenas uma figura meritória, mas um verdadeiro modelo de vida”. Para além de outras autoridades, participou na cerimónia o Postulador Geral das causas dos santos salesianos, Pe. Pierluigi Cameroni.

O Padre Crespi (1891-1982) distinguiu-se não só como missionário ao serviço dos pobres e dos povos indígenas de Cuenca, mas também como cientista, músico e pioneiro do cinema. Ordenado sacerdote salesiano em 1917, obteve em 1923 a licenciatura em Ciências Naturais e o diploma do Conservatório. No mesmo ano foi enviado para o Equador, Cuenca, cidade Património Mundial da Unesco.

O Equador prestou-lhe por diversas vezes homenagem: três Medalhas de Ouro de Mérito e a emissão de um selo comemorativo, e recebeu a Comenda da República Italiana.

Já em vida era considerado santo, pelas suas virtudes. Foi responsável pela instalação da luz elétrica em Macas, de uma escola agrícola em Yanuncay, da primeira escola de artes e ofícios em Cuenca (hoje, Universidade Politécnica Salesiana), de uma Faculdade de Ciências da Educação, da escola primária “Cornelio Merchán” para crianças pobres, do Colégio de Estudos Orientais e ainda do Museu “Carlos Crespi”, onde reuniu milhares de peças, descobertas arqueológicas e de herança indígena. Em 1927 fez o primeiro registo em filme conhecido das comunidades Shuar.

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Fonte: ANS/Associazione Padre Carlo Crespi
Publicado no Boletim Salesiano n.º 563 de Julho/Agosto de 2017

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