João Fialho: “É uma oportunidade única de viver a JMJ como peregrino e anfitrião”

Tem 32 anos, é natural de Évora e trabalha em Lisboa na Pastoral dos Salesianos. É Mestre em Engenharia Biológica, tem formação em pastoral, animação de grupos, e gestão e organização de eventos. É o coordenador da WYD DON BOSCO 23 e Project Management Officer na equipa de Acolhimento na preparação da JMJ Lisboa 2023.

É formado em Engenharia Biológica e trabalha na Pastoral dos Salesianos de Lisboa. Como assim?

Parece uma conjugação estranha, tenho que reconhecer. A verdade é que um curso na área científica, sobretudo numa universidade exigente como o Instituto Superior Técnico, me deu um grande leque de competências, não só em termos técnicos, mas também sociais e profissionais, que me permitiram abraçar este desafio da animação pastoral nos Salesianos de Lisboa. 

É da Equipa de Acolhimento do Papa Francisco e Coordenador de WYD Don Bosco 23. Qual o significado desta dupla pertença e colaboração?

Por um lado, aquela que é a minha colaboração com o COL na Cerimónia de Acolhimento tem o propósito de ajudar a construir o primeiro momento de grande encontro entre o Santo Padre, os jovens portugueses e os jovens de todo o mundo que estarão em Lisboa para a JMJ. Acaba por ser muito interessante como para este acolhimento foi pedida a colaboração dos Salesianos, Filhos de Dom Bosco, aquele que acolhia todos os jovens, sobretudo os mais frágeis, no seu oratório. Por outro lado, relativamente ao MJS, é sobretudo construir um grande encontro de família, acolhendo nas nossas casas salesianas da região de Lisboa os jovens que virão das presenças salesianas de todo o mundo.

À medida que nos vamos aproximando da data da JMJ sente-se, por parte dos jovens, um desejo de participar? E em relação ao MJS?

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Penso que um dos principais desafios que temos pela frente é o de dar a conhecer aos jovens quão marcante é ser peregrino numa JMJ, para que este desejo de participação vá crescendo. No fim de semana de 15 e 16 de outubro tivemos uma verdadeira mostra disto com os 380 jovens do MJS que se reuniram nos Salesianos de Lisboa exatamente para um encontro de preparação para a JMJ.

Acha que o mundo juvenil precisa deste safanão para despertar da sonolência em relação a Deus e à Igreja?

A JMJ é o maior acontecimento juvenil a nível mundial, só por esta razão já irá criar impacto. Depois, para os jovens portugueses esta é uma oportunidade única de a viver não só como peregrinos, mas também como anfitriões. Um dos grandes objetivos desta JMJ é convocar todos, mesmo aqueles que estejam mais afastados de Deus e destas dinâmicas da Igreja.

O Reitor-Mor e a Madre das FMA vão reunir-se com o Movimento Juvenil Salesiano, no Estoril. Em que consiste o encontro? Esperam-se muitos jovens?

O encontro no Estoril será o grande momento para o MJS nesta JMJ. Neste dia, para além da realização de um fórum para os líderes do MJS de cada país, durante a manhã, a tarde será de verdadeira festa ao estilo do Oratório de São João Bosco. Estimamos receber 8000 jovens neste evento.

Ainda não falámos de si. Pode contar-nos as suas origens e percurso de vida?

Sou natural de Évora, antigo aluno das Salesianas, no pré-escolar, e depois dos Salesianos, no ensino básico. Em termos familiares já existia esta ligação aos salesianos e por isso foi uma continuação. Depois vim estudar para Lisboa, continuei ligado ao MJS como animador e depois no Conselho Nacional. Fiz todo o meu percurso universitário na capital e acabei por ficar. Sou casado e aguardo o nascimento do primeiro filho.

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Qual a participação da Família Salesiana nas JMJ?

A Família Salesiana terá dois grandes desafios. O primeiro é o de colaborar naquela que é a dimensão de acolhimento ao jovem peregrino salesiano que as casas salesianas viverão durante esta JMJ; a outra é a de se fazer presente na Feira das Vocações na JMJ no stand dedicado à Família Salesiana, dinamizando também este espaço.

Tem esperança que os jovens depois da JMJ serão mais ativos nas comunidades cristãs?

O pós-JMJ será um desafio enorme que estamos a planear desde já. É uma oportunidade de canalizar a energia da JMJ para o dia a dia. Acredito que as comunidades cristãs estarão mais disponíveis para ir ao encontro dos jovens, mesmo fora dos tradicionais espaços de oração e de funcionamento formal.


João Fialho

Tem 32 anos, é natural de Évora e trabalha em Lisboa na Pastoral dos Salesianos. É Mestre em Engenharia Biológica, tem formação em pastoral, animação de grupos, e gestão e organização de eventos. É o coordenador da WYD DON BOSCO 23 e Project Management Officer na equipa de Acolhimento na preparação da JMJ Lisboa 2023.

Fotografias: João Ramalho

Publicado no Boletim Salesiano n.º 595 de novembro/dezembro de 2022

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