Pe. Renato Ziggiotti

Renato Ziggiotti

V Sucessor de Dom Bosco

Foi nomeado Reitor-Mor pelo 17.º Capítulo Geral em 1952. Foi o último Superior Salesiano antes do Concílio Vaticano II e o primeiro Superior a renunciar ao cargo na história salesiana – todos os seus predecessores morreram em exercício. Foi também o primeiro Reitor-Mor a visitar todos os países onde havia salesianos.

Biografia

Renato Ziggiotti nasceu a 9 de outubro de 1892 em Campodoro, Pádua, Itália.

Fez os primeiros estudos no Colégio Salesiano de Este. Em 1908 ingressou no noviciado salesiano de Foglizzo e fez os primeiros votos religiosos a 15 de setembro de 1909. Tornou-se assistente do oratório juvenil de Valdocco e professor no colégio salesiano de Verona em 1912.

Quando a Primeira Guerra Mundial começou em 1914, Ziggiotti foi alistado no exército, como muitos outros jovens salesianos. Em 1917, foi ferido num braço e permaneceu no hospital por vários meses, período em que se dedicou a estudar teologia. Em abril de 1919 saiu do exército com o grau de Capitão e voltou a Pádua para continuar os estudos sacerdotais.

Foi ordenado a 8 de dezembro de 1920.

Ofereceu-se para as Missões no estrangeiro: em 1921 no Equador, em 1923 na Austrália e finalmente em 1924 no Japão. Em 1931 foi eleito superior da Província da Itália Central e Conselheiro Geral das escolas em 1937.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Pe. Renato Ziggiotti dirigiu os serviços de socorro em Turim, cidade bombardeada. Ziggiotti resgatou vários documentos históricos do incêndio em Valdocco.

No Capítulo Geral 17, em 1952, foi eleito 5.º Sucessor de Dom Bosco e primeiro superior de fora da região do Piemonte. Foi também o primeiro Reitor-Mor que não conheceu Dom Bosco pessoalmente.

O seu reitorado no pós-guerra foi marcado por uma extraordinária volta ao mundo que o levou a um contacto direto com a realidade da Congregação. A viagem permitiu-lhe conhecer todos os Irmãos, e particularmente impulsionou-o a reconstruir no espírito a unidade comunitária que a guerra tinha prejudicado com anos de separação e segregação.

Em 1953 visitou as obras salesianas da Itália, França, Alemanha, Áustria, Espanha e Portugal. Nessa visita inaugurou o Instituto Missionário Salesiano em Manique. Regressará a Portugal pela terceira vez (antes, em 1940, esteve no País enquanto Visitador Extraordinário) em 1961, quando é condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com a Grã-Cruz da Ordem da Benemerência (6/11/1961).

Em 1954 visitou a Bélgica, Holanda, Reino Unido e Irlanda. Em 12 de junho de 1954, o Papa canonizou Domingos Sávio. Em 1955, visitou o Egito, Jordânia, Síria, Irão, Líbia, Índia, Mianmar, Tailândia, Hong Kong, Macau, Filipinas, Japão, Austrália, Estados Unidos da América e Canadá. Em 1956 visitou a América Central, Antilhas, México e Argentina. O governo argentino deu-lhe o título de “Convidado de Honra” e “Chefe de Honra” do povo Ona. Em 1957, visitou a Venezuela, Colômbia, Equador e Brasil. Em 1959, as relíquias de Dom Bosco foram levadas a Roma para veneração. Começou a construção de uma igreja no Colle Don Bosco. Em 1960 visitou Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Em 1962, o Papa João XXIII abriu o Concílio Vaticano II. O Pe. Renato Ziggiotti participou nas suas três primeiras sessões. O Pe. Egídio Viganò, sdb, também foi convidado a participar nesse evento.

Em 1965, Ziggiotti pediu ao Conselho Geral Salesiano que elegesse um novo Reitor-Mor, sendo a primeira vez que isso aconteceu na história salesiana. Após a sua renúncia, retirou-se humildemente, primeiro como Reitor do Santuário Dom Bosco, na colina dos Becchi, e depois em Albaré até a morte.

Faleceu a 19 de abril de 1983 em Albarè di Costermano.