Pe. Luís Ricceri

Luís Ricceri

VI Sucessor de Dom Bosco

Foi eleito Reitor-Mor em 1965 pelo 19.º Capítulo Geral. No seu reitorado transferiu a sede da Congregação da casa-mãe em Valdocco, Turim, para Roma, centro geográfico e espiritual da Igreja. Como o próprio mesmo disse na primeira “boa-noite” dada como Reitor-Mor: “Com Dom Bosco vivo, hoje, diante das exigências do nosso tempo e das expetativas da Igreja”.

Biografia

Siciliano, de Minea, na Catânia, nasceu a 8 de maio de 1901. Conheceu Dom Bosco através da leitura do Boletim que chegava a casa por meio do irmão que frequentava o colégio da Catânia. Frequentou o Oratório Salesiano de Caltagirone.

Em 1914 passou para o colégio São Gregório da Catânia para continuar os estudos. Em outubro de 1915 começou o noviciado e no dia 9 de maio de 1917 fez a primeira profissão religiosa. Quando a Primeira Guerra Mundial mobilizou muitos jovens, Ricceri era um jovem clérigo. Não foi chamado e começou o tirocínio prático. Os oratórios foram o seu primeiro campo de trabalho. A pobreza era dominante, mas a alegria da vida salesiana superava as dificuldades.

Em 1925 foi ordenado presbítero.

Em 1935 foi chamado para dirigir o “Dom Bosco”, a grande obra salesiana de Palermo, e cinco anos depois para Messina para dar vida a outra grande obra, o “Domingos Sávio”.

É chamado pelo Reitor-Mor, Pe. Pedro Ricaldone, para provincial da zona subalpina, zona de fogo de guerra em Turim e no Piemonte. O Padre Ricceri desempenhou com eficiência o cargo durante seis anos, de 1942 a 1948; foram os anos dos bombardeamentos aéreos, das lutas partidárias, das disputas eleitorais do pós-guerra.

Depois do Capítulo Geral 16 ficou encarregado dos Cooperadores Salesianos e da Imprensa. O desafio foi uma tarefa agradável: era dinâmico, organizado e bom comunicador. Programou as novas estruturas dos Cooperadores, renovação da identidade, encontros formativos, valorização dos leigos ao lado dos salesianos. Na imprensa foi igualmente ousado e original, criou novos instrumentos de informação dentro da Congregação e para o exterior, e estimulou a formação através da frequência de cursos de comunicação social.

Em 1965 foi eleito Reitor-Mor com 64 anos no Capítulo Geral 19. Começava a reestruturação dos serviços centrais da Congregação para a animação e o governo dos irmãos. Introduziu-se a nova tarefa dos Conselheiros regionais e foi proposto o redimensionamento das obras. É também um período de novidades para a vida da Igreja, depois do Concílio Vaticano II. Iniciou “as visitas de conjunto”, fez conhecer e interiorizar o texto renovado das Constituições.

A sua capacidade de trabalho foi comparada ao “êxtase da ação” de São Francisco de Sales e de Dom Bosco. Foi durante sete anos Provincial, 12 anos Conselheiro Geral e 12 anos Reitor-Mor. O centro da sua ação foi sempre a intensa espiritualidade e a fidelidade a Dom Bosco.

Numa comunicação aos Provinciais e seus Conselhos recorda: “Na hierarquia dos valores e das atuações práticas, a formação espiritual, pessoal, íntima, sejam colocadas sempre em primeiro lugar, sem possíveis discussões ou distorções. Uma grande ciência que não seja ao serviço de uma consciência iluminada e fiel, pode derivar sob o plano religioso numa catástrofe. Não sabemos se Deus quer multiplicar o número dos Salesianos na sua Igreja; é certo, porém, que os quer espiritualmente adultos e maduros. Deus – diz Dom Bosco – quer-nos todos santos”.

Faleceu no dia 14 de junho de 1989 em Castellammare di Stabia (Nápoles).